Novo Ensino Médio: saiba como a sua escola pode se adequar

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Especialista comenta as principais mudanças apresentadas pelo MEC para o Ensino Médio

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Foto: Divulgação

O Ministério da Educação (MEC), em março deste ano, anunciou alterações significativas na estrutura do Ensino Médio, com o objetivo de gerar melhorias na qualidade do ensino. Com as mudanças, por exemplo, 60% da carga horária deverá ser preenchida por matérias que compõem a Base Nacional Curricular Comum, como língua portuguesa e matemática, e o restante do tempo (40%), por matérias de interesse do estudante, relacionadas às seguintes áreas do conhecimento: Linguagens e Códigos, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Matemática.
De acordo com o professor João Luís de Almeida Machado, do Departamento Pedagógico do Sistema de Ensino Poliedro, as alterações podem resultar em avanços importantes. No entanto, tudo irá depender da forma como serão processadas e pensadas pelas escolas, para que resultem em projetos pedagógicos consistentes. “Alterar o modelo operacional mexe com a estrutura de uma escola, de gestores a professores, demandando uma revisão de processos, com alterações que vão desde a grade curricular até modificações quanto a instalações, equipe docente e materiais a serem usados pela escola”, aponta o especialista.
A previsão do Governo é a de que, com a aprovação da Base Nacional Curricular Comum (BNCC), prevista para o segundo semestre de 2017, as escolas passem a ter pelo menos um ano para iniciarem as efetivas modificações em seu planejamento e estrutura operacional. Isso significa, na prática, que em 2019, a rede privada e pública de ensino já devem ter significativas alterações quanto ao seu funcionamento.
Confira as principais alterações que as escolas terão que adotar, de acordo com a proposta do MEC:
1 – Aumento da carga horária
Para atender a nova formatação, o tempo de aula do Ensino Médio passará de 800 para 1,4 mil horas. As escolas poderão fazer a implantação de forma gradual, mas já nos primeiros cinco anos, deverão ampliar o horário de aulas oferecido para 1.000 horas.
2 – Flexibilização da grade curricular
A intenção das mudanças é, principalmente, que os estudantes consigam estar focados em uma área importante para sua carreira. “Escolher uma área de atuação profissional aos 16 anos é um grande e importante desafio. Para que isso aconteça da melhor forma possível, seria aconselhável que as escolas tenham forte apoio de profissionais da área de orientação educacional a auxiliem os alunos no processo de escolha das áreas do conhecimento em que pretendem ingressar”, indica Machado.
3 – Disciplinas obrigatórias
Além das matérias previstas na BNCC, o ensino de inglês passa a ser obrigatório a partir do 6º ano do Ensino Fundamental até o Ensino Médio, representando um progresso para a rede pública de ensino. Já para as escolas particulares, tal mudança não é significativa, tendo em vista que esta oferta já acontece, de acordo com o especialista do Poliedro.
4 – Atuação de profissionais não graduados
Uma das mudanças que gerou discussões foi a legalização da atuação de profissionais não graduados em pedagogia ou em licenciaturas em cursos técnicos. A nova regulamentação permite que, por exemplo, um engenheiro ou um agrônomo ensinem em escolas técnicas, mas, ao mesmo tempo, estipula que tais profissionais não poderão atuar no ciclo regular do ensino médio sem formação pedagógica.
“Tais profissionais colaboram muito pelo amplo conhecimento que possuem relativamente aos cursos profissionalizantes em que irão atuar. É preciso, no entanto, que para melhor funcionamento, estes especialistas tenham formação ou, no mínimo, orientação para suas aulas por parte de pedagogos ou da equipe pedagógica das instituições em que atuarem”, ressalta João Machado.

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Déborah Santos
Triângulo Notícias
25/04/2017

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