
A frase dita pelo senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, em Patos de Minas, acendeu um novo sinal nos bastidores da política mineira. Ao afirmar que “não estou à venda”, o parlamentar deixou no ar a impressão de que a indefinição sobre sua candidatura ao Governo de Minas pode envolver algo muito além de uma simples dúvida pessoal.
Na última semana, Cleitinho esteve em Patos de Minas ao lado do ex-prefeito Luís Eduardo Falcão e se reuniu com o pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal. Na pauta, estavam as negociações para uma possível aliança entre Republicanos e PL na composição do palanque em Minas Gerais.
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Nos bastidores, a informação é de que Cleitinho teria sido enfático ao afirmar que sua candidatura estaria condicionada à confirmação de Luís Eduardo Falcão como vice na chapa. A sinalização indicaria uma chapa alinhada ao grupo político do senador, com Falcão ocupando uma posição considerada estratégica na disputa.
Depois disso, no entanto, notícias publicadas pela imprensa estadual e nacional apontaram que Cleitinho ainda seguiria indeciso e que não haveria uma definição formal quanto à presença de Falcão na chapa. Segundo essas publicações, o PL e outras siglas ainda tentariam interferir na formação da coligação, inclusive com a indicação de outro nome para a vaga de vice.
O novo capítulo veio no último sábado, quando Cleitinho retornou a Patos de Minas e participou de uma festa na comunidade de Campo Alegre. Durante um rápido pronunciamento, o senador afirmou que “não estaria à venda”, frase interpretada como um recado direto a possíveis articulações envolvendo a vaga de vice ou até mesmo uma eventual desistência da candidatura ao Governo de Minas.
A declaração muda o tom da discussão. Mais do que indecisão, a fala sugere a existência de pressões nos bastidores para que Cleitinho recue, negocie espaços ou reveja a confiança política depositada em Luís Eduardo Falcão.
O fato é que Cleitinho aparece na liderança das pesquisas e uma eventual desistência poderia reconfigurar completamente o cenário político mineiro. Já a participação de Luís Eduardo Falcão na chapa dependerá da formalização nas convenções partidárias, previstas para o fim do mês de julho.
Até lá, seguem as especulações e uma pergunta que ganha força nos bastidores: Cleitinho Azevedo está apenas indeciso ou está resistindo a pressões para mudar o rumo da disputa pelo Governo de Minas?

















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