Municípios se mobilizam contra o aumento abusivo nos preços dos medicamentos

Segundo os prefeitos, as empresas estariam se aproveitando da situação e praticando um preço acima do regulamentado pelo governo federal.
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin

A AMAPAR – Associação dos Municípios da Microrregião do Alto Paranaíba vai enviar um ofício para o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pedindo uma intervenção do Governo Federal contra o aumento abusivo nos preços dos medicamentos. Os prefeitos afirmam que há medicamentos e insumos que tiveram aumento de até de 1000%, o que fere a resolução publicada no diário oficial no dia 31 de março de 2021.

Este ano, o Conselho de Ministros da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) aprovou três níveis de reajuste: 10,08%; 8,44%; e 6,79%, que variam conforme a competitividade das marcas no mercado. Porém, os prefeitos reclamam que este aumento não foi respeitado por algumas farmacêuticas, que estão cobrando preços muito além do que foi previsto.

O prefeito de Coromandel, Fernando Breno Valadares Vieira (Patriota), ressaltou que o impacto é gigantesco. Ele buscou, junto aos prefeitos associados à AMAPAR, uma manifestação para que o Governo Federal intervenha. “Porque há medicamentos e insumos que em dezembro era um preço e hoje aumentou 100%, 300% e até 1000%. E isso impacta diariamente no financeiro das prefeituras”, explicou.

“Estas empresas, na verdade, estão se aproveitando desta situação da COVID-19 para cobrar estes valores absurdos”, ressaltou. Ele explicou que o Ministro da Saúde fez uma reunião com a Confederação Nacional dos Municípios – CNM para que os prefeitos informem o nome das empresas que estão cobrando estes valores abusivos. “Assim a AMAPAR, através de todos os nossos municípios, vai fazer esta manifestação por ofício ao Ministro da Saúde”, finalizou.

O presidente da AMAPAR e prefeito de Carmo do Paranaíba, César Caetano (PL), disse que é obvio que existe uma questão de oferta e procura, uma questão de liberdade econômica. “Mas não é diferente na questão de ter empresas com pouca seriedade se aproveitando da circunstância do momento para poder inflacionar de forma abusiva, de forma irresponsável e de forma desumana, alguns insumos relacionados a COVID-19 e até mesmo outras situações”, ressaltou.

César explicou que vai pegar a lista destas empresas, a partir das secretarias municipais de saúde, vai estabelecer uma relação quanto a inflação e levar esses dados ao Ministério da Saúde e também para o Ministério Público Federal “para que tomem as medidas necessárias e cabíveis para que se reestabeleça uma ordem dentro da questão do livre comércio ainda que numa situação de guerra e de pandemia”, finalizou.

QUAL SUA OPINIÃO? COMENTE!

NOTÍCIAS RELACIONADAS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

NEWSLETTER

REPORTAR ERRO

Sua privacidade é muito importante pra nós! Usamos cookies, rastreadores, para exibir anúncios e conteúdos com base em suas preferências. Os cookies não permitem acesso a informações particulares, como nome, endereço, etc. Conheça nossa política de privacidade e nossos termos de uso.