Município com mais casos de febre amarela no Rio tem nova morte pela doença

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Rio de Janeiro - Apesar das filas a população não reclamou de demora no Centro da Gávea para imunização contra a febre amarela (Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil)

 A população do Rio de Janeiro tem feito fila para tomar a vacina contra a febre amarelaCristina Indio do Brasil/Agência Brasil/Arquivo

O município de Valença, localizado no sul do estado do Rio, registrou a sua sexta morte por febre amarela desde o início desse ano. A informação consta em boletim epidemiológico divulgado hoje (7) pela Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ). A cidade é a que registra o maior número de casos e de óbitos pela doença em todo o estado. Foram 16 pessoas infectadas até o momento.

Valença faz divisa com Minas Gerais, estado que registra o maior número de mortes pela enfermidade em todo o Brasil. O segundo município fluminense que mais preocupa é Teresópolis, na região serrana, onde houve sete infecções, quatro das quais evoluíram para óbito. Em todo o estado do Rio são 50 casos da doença, dos quais 23 resultaram em morte. Os demais municípios que tiveram registro de óbito pela febre amarela são: Nova Friburgo (3), Rio das Flores (2), Sumidouro (2), Cantagalo (2), Miguel Pereira (1), Paraíba do Sul (1), Carmo (1) e Angra dos Reis (1).

Além das cidades mencionadas, pessoas foram diagnosticadas com a doença em Petrópolis, Duas Barras, Vassouras, Paty do Alferes e Maricá, mas sem mortes.

Transmissão

Causada por um vírus da família Flaviviridae, a febre amarela atinge humanos e macacos. No meio rural e silvestre, a doença é transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes. Em áreas urbanas, o vetor é o Aedes aegypti, o mesmo da dengue, zika e chikungunya. No entanto, de acordo com o Ministério da Saúde, não há registro de febre amarela urbana no Brasil desde 1942. A principal medida de combate à doença é a vacinação, que é ofertada gratuitamente à população através do Sistema Único de Saúde (SUS).

Mais uma vez, a SES-RJ esclareceu à população que os macacos não transmitem a febre amarela. De acordo com o órgão, os animais atuam na verdade como aliados que ajudam a mapear a doença e, na ausência deles, os humanos se tornam o alvo prioritário dos mosquitos.

Até o momento, cinco macacos encontrados mortos no estado tiveram diagnóstico confirmado para febre amarela. As ocorrências se dividem em cinco cidades: Niterói, Barra Mansa, Valença, Miguel Pereira e Angra dos Reis. Nesta última, um animal foi encontrado em Ilha Grande, que pertence ao município.

FONTE: Agência Brasil

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