Por que ainda precisamos da Mulher Maravilha?

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1942: Era janeiro e Diana chegava ao mundo dos homens. Em Sensation Comics #1, o mundo foi apresentado à primeira aventura solo da Mulher Maravilha. A personagem possuía traços feministas, porém, a trama ainda era fruto de seu meio: um mundo em guerra, que não tinha outra escolha além de contar com as mulheres, enquanto os homens eram convocados para não voltar.

Na trama simplista, Mulher Maravilha viaja em seu jato invisível até os Estados Unidos com um inconsciente Steve Trevor. Em solo americano, desvia de balas, solta frases de efeito e toma o lugar da enfermeira Diana Prince para cuidar de seu amado debilitado. Para uma obra escrita setenta e cinco anos atrás, podemos considerar como um marco na história do mundo nerd.

2017: Mas será que podemos considerar a nova aposta cinematográfica da DC como um novo marco? O mundo dos heróis já é um investimento certeiro para a indústria hollywoodiana. Mas as protagonistas femininas ainda são negligenciadas. Diana Prince toma a frente para provar que as mulheres também conseguem salvar o mundo. E parece atingir o título de primeiro filme, da nova leva DC nos cinemas, que conquista a crítica especializada.

Nerds Maravilhas: Mas por que, 75 anos depois da criação da personagem, o protagonismo feminino ainda é uma pauta relevante quando falamos do mundo nerd? A Mulher Maravilha está ao lado de grandes nomes da cultura pop, e sempre é lembrada como uma guerreira, mesmo sendo também uma princesa.

As mulheres avançam na conquista de direitos e na busca pela igualdade gradativamente. No mundo nerd, é comum garotas serem menosprezadas e passam, muitas vezes, despercebidas pelo mercado consumidor. Mas elas possuem voz e são um número expressivo no consumo de games, HQ’s, livros ou filmes. Já é tempo de Diana e todas as nerds terem o espaço merecido, antes tão negligenciado. A expectativa é que esse filme abra caminho para que outras heroínas deixem de atuar como personagens secundários e façam jus aos seus poderes e habilidades (que, sem dúvidas, as deixam em par de igualdade com os “super-homens”).

Ana Paula Marques

Triângulo Notícias

02/06/2017

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