Moro cometeu irregularidades enquanto atuava como juiz, afirma Veja

Reportagem publicada nesta sexta-feira traz mensagens inéditas. Material foi analisado pelos jornalistas da revista em parceria com o The Intercept Brasil.
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Moro cometeu irregularidades enquanto atuava como juiz, afirma Veja
Capa da edição desta semana da Revista Veja.
Foto: Divulgação

O Ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, vive um verdeiro pesadelo. Essa semana ele enfrentou uma longa sessão na Câmara dos Deputados, onde teve que esclarecer as mensagens divulgadas pelo The Intercept Brasil.

O que já parecia terrível para o ex-juiz, ficou ainda pior, isso porque a Revista Veja fechou uma parceria com o site de Glenn Greenwald. O resultado veio nesta manhã de sexta-feira (05/07), uma longa reportagem na versão online e impressa: “Novos diálogos revelam que Moro orientava ilegalmente ações da Lava Jato”. 

A reportagem já afirma em seu subtítulo: “Mensagens inéditas […] mostram que ele cometeu, sim, irregularidades enquanto atuava como juiz”.

Não seria um escândalo se um magistrado atuasse nas sombras alertando um advogado de que uma prova importante para a defesa de seu cliente havia ficado de fora dos autos? Pois isso aconteceu na Lava-Jato, só que em favor da acusação.

Direito de Defesa

A Revista Veja procurou os citados, Sérgio Moro e Deltan Dalla­gnol. Ao final da reportagem, a redação esclareceu que:

Procurados por VEJA, Deltan Dalla­gnol e Sergio Moro não quiseram receber a reportagem. Ambos gostariam que os arquivos fossem enviados a eles de forma virtual, mas, alegando compromissos de agenda, recusaram-se a recebê-­los pessoalmente, uma condição estabelecida por VEJA. Mesmo sem saber o conteúdo das mensagens, a assessoria do Ministério da Justiça enviou a seguinte nota: “A revista Veja se recusou a enviar previamente as informações publicadas na reportagem, não sendo possível manifestação a respeito do assunto tratado. Mesmo assim, cabe ressaltar que o ministro da Justiça e Segurança Pública não reconhece a autenticidade de supostas mensagens obtidas por meios criminosos, que podem ter sido adulteradas total ou parcialmente e que configuram violação da privacidade de agentes da lei com o objetivo de anular condenações criminais e impedir novas investigações. Reitera-­se que o ministro sempre pautou sua atuação pela legalidade”.

Clique aqui e leia a reportagem completa no site de Veja…

#MoroSuaCasaCaiu

Internautas foram para o Twitter comentar a reportagem da Revista Veja. A hashtag é uma das mais twittadas nesta manhã.

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