Mobilização Nacional: Várias cidades da região confirmam participação no protesto de amanhã (28)

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Em Patos de Minas, a greve geral acontecerá na sexta-feira, 28 de abril, a partir das 8h, na praça Getúlio Vargas, em frente ao Fórum.

Foto: Mídia Ninja

No Triângulo Mineiro, além de Belo Horizonte, Uberlândia, Uberaba, Contagem, Betim, e Araxá, Lagoa Grande, Monte Carmelo, Carmo do Paranaíba, Rio Paranaíba, João Pinheiro, Tiros, Patrocínio, Presidente Olegário, Ituiutaba, Lagamar, Lagoa Formosa, Três Marias e Vazante e Patos de Minas participarão da greve.

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Em Patos de Minas, representantes da FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais), do SindComércio (Sindicato do Comércio), do SIMPA (Sindicato de Metalurgia) e do Sindicato Bancário confirmaram participação no protesto.

Em 17 de abril de 2016, quando a presidente eleita democraticamente, Dilma Rousseff, teve seu mandato cassado e seu vice, Michel Temer, foi definitivamente empossado, parte do país clamava por mudanças. E, de fato, elas vieram. Um ano após o impeachment, o atual governante propôs uma série de reformas que, realmente, beneficiam apenas uma pequena parcela da população.

Temer reformulou a grade do ensino médio, algo tido como fundamental e benéfico à população, pelo governo; mas amplamente combatido por aqueles que estão inseridos no ambiente escolar – alunos e professores se uniram e lutaram contra a proposta.
E agora, pretende reformular as leis trabalhistas e a previdência, reformas estas que beneficiarão a mesma parcela da população que apoiou o impeachment da presidente – impeachment este que foi pautado nas pedalada fiscais, prática que, tão logo Temer assumiu o governo, deixou de ser considerada crime passível de cassação.
A proposta da reforma previdenciária justifica-se (segundo o governo Temer) no simples fato de que os brasileiros estão vivendo mais, e, por isso, o número de idosos aumentará, e o dos jovens que contribuem, diminuirá.
Perante esse fato, o governo pretende que a idade mínima para requerer aposentadoria seja de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, acabando com a possibilidade de aposentadoria exclusivamente por tempo de serviço no INSS. Além disso, eleva o tempo mínimo de contribuição de 15 para 25 anos.
Já a reforma das leis trabalhistas, direito conquistado pela classe e tão amplamente defendido e fundamentado na CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas, prevê, principalmente, o parcelamento das férias anuais, aumento da jornada de trabalho – que poderá chegar a até 12 horas diárias e a 48 semanais, e a redução do horário de almoço – e alterações nas leis de terceirização.
Temer afirma que todas essas propostas são benéficas à população, mas a população, no entanto, não se sente beneficiada por nenhuma dessas propostas.
Diante disso, uma greve geral acontecerá no dia 28 de abril, sexta-feira. Capitais, cidades grandes e interioranas se unirão para demonstrarem seu descontentamento em relação às atitudes do governo.
Os organizadores patenses ressaltam que todas as categorias, classes e a comunidade estão convidados a participarem da Greve Geral.
Déborah Santos
Triângulo Notícias
27/04/2017

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