Metodologias ativas de ensino ganham força em Patos de Minas

Escolas e faculdades investem em uma nova forma de transmitir o conhecimento. Nela o aluno participa de forma ativa e o professor age como mediador.
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Foto: Markus Trier (Pixabay)

A pandemia da COVID-19 alterou o jeito de ensinar. Os professores tiveram que buscar novas formas de transmitir o conhecimento através do regime remoto. São inúmeras as possibilidades de distrações para o aluno que está do outro lado da tela.

Um dos legados da pandemia será a intensificação das chamadas metodologias ativas. Segundo a Professora do Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM), Priscila Capelari Orsolin, as metodologias ativas são aquelas “nas quais o aluno se torna o protagonista central do processo. Ele é constantemente estimulado a desenvolver autonomia, iniciativa, criatividade, capacidade crítica, cooperação, entre outras habilidades. Nesse tipo de metodologia, o professor atua como um orientador/tutor, sendo um facilitador do processo de ensino-aprendizagem. Enquanto o método tradicional prioriza a transmissão de informações, tendo seu centro na figura do docente, no método ativo, ao contrário, os alunos ocupam o centro das ações educativas e, por isso, o conhecimento é construído de forma colaborativa”.

Para Lorena Cristina Pádua de Andrade Santos, professora e coordenadora de Educação Infantil do Colégio Agarra, a pandemia exigiu inovação na forma de ensinar. “O professor precisou inovar nas ferramentas tecnológicas, para garantir que sua aula fosse mais produtiva e alcançasse bons resultados. Um dos tipos de metodologias ativas de que se tem falado é o ensino híbrido; uma modalidade que une os benefícios do ensino presencial com ensino a distância e promete ser uma grande aposta na educação. Tanto o ensino público quanto o privado irão se adequar à esta modalidade”.

Em Patos de Minas as metodologias ativas já são utilizadas. Segundo a Profª Priscila Capelari, o UNIPAM utiliza vários formatos. “Os cursos de Medicina e de Odontologia, por exemplo, são estruturados em um formato essencialmente ativo. Sendo assim, toda estrutura definida pelos projetos pedagógicos desses cursos envolvem métodos ativos, como PBL (aprendizagem baseada em problemas), TBL (aprendizagem baseada em equipes), problematização, dentre outras. Nos demais cursos, as metodologias ativas são utilizadas de forma complementar às metodologias tradicionais”.

Na educação básica não é diferente. O Colégio Agarra trabalha com metodologias ativas nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Segundo a coordenadora, Lorena Cristina, é feito um estudo em cada turma para verificar quais modelos são os mais adequados para cada idade e perfil de aluno. Dentre as metodologias trabalhadas no Agarra estão: o ensino híbrido, a gamificação e a realização de projetos. “Além do trabalho feito pelo professor, teremos um diferencial em nossa escola em parceria com a Connectare, inserindo metodologias ativas na disciplina Stream Maker. Nesta disciplina, os alunos trabalharão a resolução de problemas, o trabalho em grupo, a utilização da tecnologia, a robótica e o empreendedorismo” conclui Lorena.

A metodologia tradicional (professor, quadro negro e aluno) poderá ser abandonada? Essa é uma pergunta frequente. Priscila Capelari defende que o professor é indispensável, tanto na Educação Básica quanto na Superior. “Principalmente nos anos iniciais o professor deve estar mais próximo do aluno. Na medida que ele evolui e ganha autonomia o educador já pode assumir o papel de mediador, mas sempre mantendo sua presença no processo de ensino-aprendizagem”.

Lorena Cristina destaca que o papel do professor sempre será indispensável na aprendizagem dos alunos, independentemente dos recursos. “Existe uma nova tendência em que os alunos não receberão livros didáticos em papel. Em alguns anos, receberão chromebooks, que são tipos de notebooks formatados para operar apenas os livros didáticos virtuais e todos os recursos associados a ele. E o aGARRA está trabalhando para ser pioneiro em Patos de Minas neste novo formato de ensino, valorizando sempre o papel do professor, que é o principal mediador desta nova proposta” finalizou a coordenadora do colégio.

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