Lásaro Borges é cassado pela Câmara de Patos de Minas

Foram 13 votos pela cassação e dois contra.
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Lásaro Borges (PSD)
Foto: Lélis Félix (Patos Notícias)

Aconteceu na tarde desta quinta-feira (18), no plenário da Câmara de Patos de Minas, o julgamento de Lásaro Borges (PSD). Ele foi cassado por quebra de decoro parlamentar por suposto estelionato eleitoral. Foram 13 votos favoráveis e dois contra.

Como votou cada vereador:

Pela cassação: Elisabeth Nascimento (DEM), Cabo Batista (CIDADANIA), José Eustáquio (PODEMOS), Ezequiel Macedo (PP), Carlito (DEM), Vicente de Paula (DEM), Willian de Campos (PATRIOTA), Vitor Porto (DEM), Mauri da JL (MDB), Gladston Gabriel (PODEMOS), José Luiz (PODEMOS), Daniel Gomes (PDT) e Nivaldo Tavares (PSD)

A favor de Lásaro Borges: Bartolomeu Ferreira (DEM)Itamar André (PATRIOTA)

Faltoso: João Marra (PATRIOTA)

O próximo suplente do Partido Social Democrático (PSD) é o professor Wanderlei Rodrigues Resende (551 votos).

Lásaro Borges fez um discurso na tribuna e deixou o plenário sem falar com a imprensa. Ele pediu que o advogado de acusação levasse o troféu para o cliente dele. Na sequência chamou o denunciante de falso e de mentiroso. Também mencionou que a decisão foi política e que a câmara não tinha competência para julgá-lo.

“Estou saindo de cabeça erguida. As vezes alguns estão achando que eu estou derrotado, não. Tive o prazer de ficar aqui nesta casa por nove anos com honestidade. Muitos queriam estar aqui no meu lugar. Gladston, Beth e Daniel, que fez um excelente trabalho. Reconheço que quiseram formar aqui uma casa de cassação de vereadores. Hoje mais um erro, porque não conseguiram mostrar a quebra de decoro parlamentar”

“Aqueles que acharam que iam me ver chorando, me ver derrotado, que ia me ver caído na sarjeta, estão enganados. Eu me chamo Lásaro Borges, voltarei sim, que seja daqui um tempo, não sei.”

O advogado de defesa, Abelardo Medeiros Mota, destacou que não houve quebra de decoro, já que Lásaro fez a contratação do denunciante enquanto pessoa física. “O relatório da comissão não conseguiu apontar o que Lásaro fez, enquanto vereador, que configurasse quebra de decoro parlamentar”. Sobre um recurso, Abelardo disse que isso dependerá da vontade do cliente. “Estávamos convictos que seria arquivado. Agora é sentar com o vereador e ver qual a intenção dele, se ele pretende discutir isso judicialmente”.

Thiago Queiroz, advogado do denunciante, afirmou que ficou satisfeito com o resultado e que durante as investigações ficou evidente que Lásaro Borges enganou Francisco. “Todos os documentos foram levados e assinados num único momento, inclusive a rescisão, enganando o idoso”.

Em entrevista, o presidente da câmara, Ezequiel Macedo (PP), afirmou que o julgamento seguiu conforme o esperado. Ele não quis justificar o voto dele pela cassação de Lásaro Borges. Ele também explicou o motivo da acusação não ter sido ouvida no julgamento. “O denunciante não fazia parte do processo, simplesmente a denúncia”.

O relator da denúncia, Gladston Gabriel (PODEMOS), disse que o trabalho de apuração foi intenso e que está satisfeito com o resultado. “A nova Câmara Municipal está aqui para trabalhar e não para colocar nada debaixo do tapete. Estamos aqui para ir de encontro ao que a população patense quer”.

Bartolomeu Ferreira (DEM), que votou contra a cassação, justificou a posição. “O voto é pautado no que o vereador ouviu. O trabalho foi muito bem instruído pela defesa. O relatório da comissão também. Porém é uma palavra contra a outra. Eu acho que enquanto não houver a acusação na Justiça, a câmara não poderia julgar”.

Assista a cobertura na íntegra:

COMISSÃO RECOMENDOU A CASSAÇÃO

O parecer opinou pela condenação ou seja cassação do mandato. A Câmara Municipal divulgou a íntegra do relatório final. Ele está disponível para acesso público, clique aqui.

A comissão é composta por Daniel Amorim Gomes (PDT) – presidente, Gladston Gabriel da Silva (PODEMOS) – relator e Elizabeth Maria Nascimento e Silva (DEM).

ENTENDA O CASO

Lásaro Borges é acusado de enganar Francisco Gonçalves de 69 anos. A acusação argumenta que o vereador ofereceu um cargo de motorista em troca dos serviços de cabo-eleitoral. Após a vitória, Lásaro teria contratado e reincidido (na sequência) o contrato de trabalho. Durante os depoimentos, o denunciante também citou que recebeu dinheiro para comprar votos.

Lásaro Borges nega todas as acusações. Durante as duas oitivas, ele argumentou que a denúncia seria infundada e de cunho político. Segundo o vereador, nunca houve oferta de emprego em troca do serviço de cabo-eleitoral, tampouco pedido de compra de votos. Além disso, citou que só contratou o Francisco Gonçalves após grande insistência.

🔔 ATIVAR NOTIFICAÇÕES

QUAL SUA OPINIÃO? COMENTE!

Os comentários não representam a opinião do Patos Notícias. A responsabilidade pelos comentários é dos respectivos autores.

NOTÍCIAS RELACIONADAS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

NEWSLETTER

REPORTAR ERRO

Sua privacidade é muito importante pra nós! Usamos cookies, rastreadores, para exibir anúncios e conteúdos com base em suas preferências. Os cookies não permitem acesso a informações particulares, como nome, endereço, etc. Conheça nossa política de privacidade e nossos termos de uso.