Greve dos Caminhoneiros poderá voltar acontecer em maio

Classe está insatisfeita com medidas anunciadas pelo governo de Jair Bolsonaro.
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Greve dos Caminhoneiros
Foto: Valter Campanato/Arquivo/Agência Brasil

Os caminhoneiros brasileiros estão insatisfeitos com duas medidas do governo de Jair Bolsonaro. A primeira se refere ao pacote de medidas apresentado na terça-feira (16). Segundo a classe, a linha de crédito poderá significar a morte. “Estão dando a corda para gente se enforcar”, disse um deles.

Além disso, eles não gostaram do anuncio do presidente que disse que não “não quer” e “não pode” intervir nos preços praticados pela Petrobras.

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Os caminhoneiros, através de mensagens de WhatsApp, já falam em uma nova greve que pode acontecer a partir de 21 de maio, data que marca o aniversário da paralisação de 2018.

Não intervenção nos preços da Petrobras

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, afirmou ontem (16) que Jair Bolsonaro disse que “não quer” e “não pode” intervir nos preços praticados pela Petrobras. A declaração do presidente foi dada durante reunião com ministros para debater como funciona o processo de formação de preços dos combustíveis.

“Uma frase que o nosso presidente disse logo no início da reunião, ou seja: ‘eu não quero e não tenho direito de intervir na Petrobras. Eu não quero e não posso intervir na Petrobras'”, relatou o porta-voz. Segundo ele, Bolsonaro acrescentou que não pode interferir nos preços da estatal por questões legais e políticas.

Pacote de Medidas

Em coletiva de imprensa, o ministro da Economia, Paulo Guedes, reforçou que o governo está comprometido em não manipular preços. O governo anunciou, mais cedo, um pacote de medidas para atender o setor de transporte de cargas do país. Uma delas é a oferta, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de uma linha de crédito especial para caminhoneiros autônomos, no valor total de R$ 500 milhões. Os recursos deverão ser usados para aquisição de pneus e manutenção dos veículos.

Outra medida anunciada pelo governo foi a recomposição de R$ 2 bilhões do orçamento do Ministério da Infraestrutura para a conclusão de obras de pavimentação e manutenção de rodovias.

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