Ghost in the shell e a singularidade japonesa

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A mais nova tentativa Hollywoodiana de lucrar com obras originalmente orientais

Scarlett Johansson é protagonista do novo filme americano
Imagem: reprodução
A adaptação: A primeira adaptação do mangá Ghost in the shell foi lançada em 1995. O anime, diferente da fonte original, não perde tempo com alívios cômicos, apresentando uma trama densa e complexa. Uma coprodução japonesa/britânica que duas décadas depois de seu lançamento ainda coleciona fãs de diversas nacionalidades.
Acompanhando a vida da major Motoko Kusanagi, a animação nos apresenta um mundo que em 2029 a população não vê problemas em se aprimorar por meio de máquinas. Diferente dos outros integrantes de seu setor que possuem apenas partes robóticas, Major apresenta um corpo completamente feito de titânio e fios. Sua única parte que preserva o que ela um dia já foi é seu cérebro. Ela é como um fantasma dentro de uma casca. Uma casca capaz de ficar invisível, chutar bundas e combater o crime.
A condição da personagem principal carrega a trama de questionamentos filosóficos. O que é realmente estar vivo? Até onde os avanços tecnológicos podem chegar sem massacrar o humano criador? Com conceitos hoje mais familiares para os fãs de ficção científica, a animação presenteou a década de noventa com uma obra singular e extremamente relevante a discussões atuais, tornando-se referência para filmes posteriores como, por exemplo, Matrix. 
Com um ritmo mais lento, a trilha sonora se destaca, criando um clima de suspense além de tornar o espectador mais próximo da ambientação.
O anime Ghost in the shell não sofre problemas de atualização. É uma obra que não precisa de revisão, mas que não conversa com a massa. A profundidade de seu enredo é um desafio, principalmente para o mercado ocidental, tão acostumado com as produções americanas.
A americanização: A nova adaptação parece ter ficado no meio do caminho. Sem a profundidade da animação, não conseguiu agradar completamente o público que já era fã. E mesmo trazendo uma abordagem na qual a luta da protagonista é por sua identidade, tão comum em filmes mainstream, não parece ter atraído grande interesse em suas primeiras semanas de lançamento.
Mas, é uma obra que sem dúvida merece um pouco de atenção. Se não por sua ousadia, ao menos pelo visual de tirar o fôlego. Essa é sem dúvidas a melhor (“menos pior”) adaptação de um anime que podemos conferir. E para aqueles que ainda não descobriram a riqueza da Ásia, é evidente o crescimento de conteúdos Japoneses e Sul-Coreanos em nosso país. Ambas culturas milenares são riquíssimas e apresentam tramas singulares, um respiro para os últimos filmes que, ou são completamente previsíveis, ou remakes de obras já bem sucedidas.
Ghost in the shell provavelmente passará despercebido, mas a torcida é de que produções originais e diferentes conquistem a atenção do grande público.
Ana Marques
Triângulo Notícias
14/04/2017

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