Funerárias estão sobrecarregadas com crescimento das mortes por COVID-19

"As empresas que mais tem planos funerários vão sofrer mais as consequências", diz empresário.

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O número de óbitos por COVID-19 tem desestabilizado diversos setores, entre eles, as empresas de serviços funerários. É mito dizer que estas empresas estão lucrando durante a pandemia, já que muitas trabalham com planos. A equipe do Patos Notícias entrevistou o empresário José Morais, sócio proprietário do Grupo São Pedro e Funerária Príncipe da Paz.

José Morais disse que os custos com Equipamentos de Proteção Individual – EPI e outros produtos usados pelas funerárias teve uma alta significante de preços, o que está trazendo prejuízo as empresas do setor. Além disso, são realizados sepultamentos em diversas horas do dia, inclusive de madrugada, o que também não é comum.

O empresário também explica que além disso, a maioria das funerárias trabalham com planos de saúde, ou seja, quanto mais cedo a pessoa morrer, menor o ganho das empresas. “As funerárias querem que os clientes vivam muito tempo, não querem que eles morram”, ressaltou.

Os agente funerários também passam por dificuldades para atender a demanda de sepultamentos. Segundo José Morais, o mês de fevereiro foi bastante tenso e o mês de março vai no mesmo caminho. “A gente vai pelejando da melhor forma possível, tentando amenizar o sofrimento das famílias do jeito que dá”, ressaltou.

Segundo ele, os fabricantes de urnas tem dificuldades de mão de obra e de insumos. Ainda não houve falta e altas no preço por conta que muitas funerárias tem estoques. Segundo ele, o volume aumentou e a confecção diminuiu por conta das contaminações dentro das empresas.

José Morais encerrou a entrevista pedindo para que as pessoas sejam mais conscientes. Ele pede para que as pessoas fiquem em casa, não faça festinhas e ressalta que muitos se contaminaram através de festinhas familiares. “Quem hoje está fazendo aglomeração ou festas, mesmo sendo em casa, com familiar, ele está provocando a morte da família sem pensar duas vezes, isso é um risco eminente”, finalizou.

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