Fundação João Pinheiro reúne preciosidades acadêmicas e históricas na Coleção Mineiriana

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Estudiosos, aventureiros e curiosos. Com esse afã desembarcaram aqui em Minas Gerais, ao longo do tempo, pesquisadores, em sua maioria europeus, com o intuito de desbravar nossas riquezas culturais, geográficas, históricas e naturais. Essas vivências frutificaram em obras que compõem a Coleção Mineiriana, uma edição sofisticada da Fundação João Pinheiro, com 43 publicações em livros.

O conteúdo das obras é variado e voltado fortemente para o conhecimento acadêmico. São livros sobre botânica, cartografia, costumes indígenas, além de biografias de personalidades que foram protagonistas da narrativa histórica de Minas Gerais. Também há os dicionários, que trazem vocábulos e conceitos de antes traduzidos para nosso contexto atual. É uma viagem no tempo.

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“O poder da observação aliado ao conhecimento prévio desses viajantes resultou em livros até hoje consultados, haja vista o conhecimento enciclopédico sobre Minas Gerais ali presente”, explica o diretor de Cultura, Turismo e Economia Criativa da FJP e um dos idealizadores da Mineiriana, Bernardo da Mata Machado.

Para acessar a coleção, além da consulta física às obras – que valem muito a pena pela beleza dos livros – os interessados podem acessar: http://www.fjp.mg.gov.br/index.php/cultura-e-historia/colecao-mineiriana

Produções não param

Bernardo Mata Machado antecipa que quatro novas obras já estão a ponto de serem lançadas:

• Edição crítica, revista e atualizada do Dicionário da Língua Brasileira, Ouro Preto, 1832. 

• “Os Conselhos Provinciais de Minas Gerais 1825-1834”.

• Pesquisa histórica, tradução e edição da obra “Notas de uma viagem ao Brasil”, de Walthère de Selys-Longchamps, 1875. 

• Pesquisa histórica, tradução e edição da obra “Um ano no Brasil”, de Hastings Charles Dent, 1886.

O grande destaque que está no forno é o livro que comemora os 50 anos da Fundação João Pinheiro, a serem completados em 2019. A publicação vem recheada de registros históricos e curiosos sobre a instituição mineira, além de de muitas fotos marcantes.

Nascimento da Mineiriana

O projeto nasceu 1992, quando o então presidente da FJP, o cientista político Luís Aureliano Gama de Andrade, entendeu que, para a fundação sobreviver, deveria implementar projetos permanentes importantes para o estado. Por exemplo, a catalogação e organização de dados estatísticos.

Foi quando Andrade criou o Centro de Estatística, hoje um dos principais setores da instituição. Também foi criada, na mesma época, a Escola de Governo, que hoje forma servidores públicos especializados em gestão.

Naquele período, Bernardo Mata Machado assumiu a direção do Centro de Estudos Culturais. “Foi solicitado a mim, pelo presidente Luís Aureliano Andrade, propor um projeto permanente. E aí então surgiu essa ideia da Coleção Mineiriana, em 1992”, conta.

Mata Machado relata que na época recorreu ao historiador Francisco Iglésias, a quem pediu indicações de obras que considerasse fundamentais para a história de Minas Gerais. “Eram peças que tinham se tornado raras ou que estavam publicadas de forma pouco acessível”, conta o hoje diretor de Cultura, Turismo e Economia Criativa da FJP.

O projeto foi um sucesso. “Os primeiros quatro livros se esgotaram. Tratavam de memórias escritas no Século XVIII sobre a Capitania de Minas Gerais. O memorialismo era uma linha literária encomendada pela coroa para entender como melhor administrar Minas Gerais”, diz Mata Machado. Os estudos estavam no Arquivo Público Mineiro, em manuscritos, ou em publicações do órgão.

A Coleção Mineiriana tem um conselho que aprova e propõe as obras e todos os livros esgotados são publicados também no meio virtual, acessíveis pelo site da FJP (fjp.mg.gov.br).

Apaixonado inveterado pela espécie de editora e biblioteca que ajudou a criar, Mata Machado sintetiza a importância da Mineiriana. “A principal vocação é contribuir para a pesquisa histórica de Minas Gerais. Eu mesmo fiz há pouco uma pesquisa sobre a história do café no estado e a maioria do conteúdo eu encontrei na Mineiriana. Se você pega um assunto específico e vai explorá-lo na Mineiriana, você encontra, está ali”, garante.

Os desenhos presentes nos livros também são um dos destaques. “Em uma época sem fotos, eram registros muito bem definidos e ilustrados, verdadeiros registros artísticos e científicos”, completa o diretor.

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