Febre em crianças: quando se preocupar?

Compartilhe

COMPARTILHE NAS REDES SOCIAIS!
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Febre
Imagem de Gundula Vogel por Pixabay

A febre é uma das queixas mais comuns nos atendimentos pediátricos, correspondendo entre 20% e 30% das queixas em consultas e cerca de 65% das queixas no pronto atendimento. No entanto, ela não é uma doença e sim um sintoma.

A Dra. Letícia Alves Silva, pediatra no Hospital Santa Clara, esclarece sobre a febre “Ela é uma manifestação fisiológica do organismo a uma agressão, podendo ser decorrente de um quadro viral ou bacteriano. Ela aumenta o metabolismo do corpo e a imunidade, já que induz a produção de anticorpos e glóbulos brancos visando defender, dificultar e inibir a multiplicação dos agentes agressores. É considerado febre temperatura axilar igual ou superior a 37,8. Abaixo de 37,8 não é febre, é o que chamamos de “estado febril” e nessas ocasiões não é necessário usar antitérmicos, é possível somente dar um banho morno na criança”, concluiu a Dra. Letícia.

O antitérmico pode ser usado para diminuir a febre, o que irá melhorar o incômodo e mal-estar gerado nas crianças. Mas lembre-se que diminuir a febre não significa tratar a doença e não garante que a ela não irá retornar.

Confira algumas situações que requerem alerta de acordo com a pediatra.

  • Febre em recém-nascidos.
  • Bebês menores de 3 meses com Temperatura maior que 38° ou menor que 35,5°.
  • Febre acompanhada de abatimento, sonolência, confusão ou queda do estado geral e febre conjunta a vômitos e fortes dores de cabeça.
  • Febre persistente por mais de 72 horas.

Mas lembre-se sempre que:

  • Febre não é doença e sim um sintoma.
  • Antibiótico não trata febre.
  • Não use antitérmicos fora de horário.
  • Não há necessidade e nem indicação de usar antitérmicos antes das vacinas.
  • O objetivo dos antitérmicos é trazer conforto para a criança.
  • Usar álcool no banho não é recomendado.

“Os pais devem observar a criança, intensificar a hidratação e manter atenção aos sinais de gravidade. Vale lembrar que orientações não substituem a consulta e avaliação médica, o pediatra deve sempre tratar a causa da febre.”, finaliza Dra. Letícia.

QUAL SUA OPINIÃO? COMENTE!

Os comentários não refletem a opinião do portal. Não nos responsabilizamos por eles. Ao comentar você aceita nossos Termos de Uso e nossa Política de Privacidade.

NOTÍCIAS RELACIONADAS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

NEWSLETTER

REPORTAR ERRO

Sua privacidade é muito importante pra nós! Usamos cookies, rastreadores, para exibir anúncios e conteúdos com base em suas preferências. Os cookies não permitem acesso a informações particulares, como nome, endereço, etc. Conheça nossa política de privacidade e nossos termos de uso.