Ex-prefeito de Presidente Olegário, Palito, é flagrado acertando propina com advogado

Ele é um dos envolvidos na Operação "Isonomia", que envolve outras prefeituras da região.

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Foto: Reprodução (Tv Integração)

Outro vídeo mostra o ex-prefeito de Presidente Olegário, Antônio Claudio Godinho do PMDB, conhecido como “Palito”, acertando com o advogado o valor que vai receber de propina, 20% dos honorários por contratos feitos pela Prefeitura com o escritório de advocacia.

Na terça-feira (23), o MPE cumpriu mandados de busca de apreensão na casa de Antônio Claudio. O advogado do ex-prefeito disse por telefone que vai se manifestar nos autos do processo. O G1 entrou em contato com a atual adiministração do Município de Presidente Olegário, no entanto, as ligações não foram atendidas.

Veja a descrição do trecho que mostra o momento da negociação:

COLABORADOR: R$ 186.850,88 é os honorários. Agora deixa eu te falar: como é que ficou… como é que ficou o combinado, qual é a porcentagem?
“PALITO”: Não era 20%?
COLABORADOR: Deixa os 20%?
COLABORADOR: E aí, menos o imposto de renda 13,33%… R$ 171.943,00, aí vezes os 20%, vai ser R$ 32.388,73. É isso?

Operação Isonomia

Os promotores de Justiça do Gaeco, Adriano Bozola e Daniel Marotta, esclareceram em coletiva para a impensa nesta quarta-feira como funcionavam as negociações envolvendo sete prefeituras da região e os escritórios de advocacia Ribeiro Silva Advogados Associados, que teria recebido cerca de R$ 500 mil, e o Costa Neves, que executava a prestação de serviços de compensação de créditos tributários. O valor total adquirido pelos escritórios por meio do esquema fraudulento foi em torno de R$ 1,5 milhão, nos anos de 2015 e 2016.

Além de Carmo do Paranaíba e Presidente Olegário as cidades de Abadia dos Dourados, Canápolis, Centralina, Patrocínio e Perdizes também estão envolvidas na investigação. No entanto, até a publicação da reportagem, o G1 conseguiu imagens de negociações de propina apenas dos ex-prefeitos de Carmo do Paranaíba e Presidente Olegário, como divulgado acima.

Posicionamentos

Pela manhã, o G1 conversou por telefone com o advogado e proprietário da Ribeiro Silva, Rodrigo Ribeiro, que informou ainda não ter sido notificado oficialmente sobre as denúncias. Disse, ainda, que poderá se pronunciar depois de ter acesso aos autos e conhecimento das denúncias, o que ocorrerá nesta tarde. Com relação aos advogados do escritório Costa Neves, eles colaboraram com o Ministério Público e, por isso, não foram denunciados. Ainda sim a reportagem tentou falar nos telefones disponibilizados na internet, mas não conseguiu contato com algum responsável.

Sobre a denúncia envolvendo o prefeito de Perdizes, Fernando Marangoni (PSDB), ele renunciou ao cargo na noite desta terça-feira (23). Ele assinou o documento, que foi entregue à Justiça Eleitoral, de dentro do Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia. Ele foi flagrado na cidade recebendo R$ 20 mil em propina.

Nesta quarta (24), a reportagem voltou a tentar contato com a defesa do prefeito, no entanto ninguém atendeu as ligações. Contudo, a informação é de que já há um pedido de liberdade provisória para o político. Já a Câmara de Perdizes encaminhou um documento para o vice-prefeito, pedindo que ele assuma a Prefeitura. De acordo com o texto do Legislativo, o vice tem dez dias para retornar sobre o pedido.

Quanto ao ex-prefeito de Canápolis, Diógenes Roberto Borges (PP), ele disse que está aguardando a íntegra do processo para se ter um posicionamento sobre o caso.

Sobre a investigação envolvendo o ex-prefeito de Patrocínio, Lucas Campos de Siqueira, do (PPS), o assessor técnico e ex-procurador do Município, Otacílo Serrado, respondeu que “a Prefeitura não teria nenhum tipo de participação e não mantinha contratos com os escritórios citados.” Além disso, Otacílio disse que todas as demandas eram feitas por advogados da Prefeitura e que eles teriam outro escritório que ficava por conta de fazer acompanhamento dos processos em segunda instância.

A reportagem não conseguiu contato com os demais investigados, que são: Isvaldino de Assunção, o “Dino”, do PTB, ex-prefeito de Abadia dos Dourados; e o prefeito reeleito de Centralina, Elson Martins de Medeiros, do (PP).

Fonte: G1 e Tv Integração

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