Estudantes se sentem mais motivados com retorno presencial às escolas, diz pesquisa

Pais afirmam que alunos estão evoluindo melhor nas aulas presenciais
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Com o retorno presencial das aulas em boa parte do país, após quase dois anos de ensino remoto por causa da pandemia de Covid-19, os alunos estão mais motivados com os estudos, segundo pesquisa divulgada nessa quinta-feira (21).  

O levantamento feito pelo Datafolha, encomendado por Itaú Social, Fundação Lemann e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), revelou que 87% dos estudantes que frequentam as aulas presenciais se sentem mais animados, segundo a visão dos pais, enquanto 85% acreditam que estão mais interessados pelos estudos e 80% se sentem mais otimistas. 

Na percepção de responsáveis por jovens em idade escolar, os alunos estão evoluindo melhor nas aulas presenciais (56%). “Atenuar as marcas deixadas pela pandemia na educação exigirá um aprofundado ainda maior do debate sobre formato, currículo, habilidades prioritárias e investimentos para o retorno. Os alunos precisam ter a chance de recuperar a aprendizagem de forma efetiva e com equidade, considerando todas as perdas que os grupos mais vulneráveis passaram”, avalia a superintendente do Itaú Social, Angela Danemann. 

Para o diretor de Políticas Educacionais da Fundação Lemann, Daniel Bonis, esses resultados divulgados pela pesquisa indicam a importância e urgência na retomada das atividades presenciais nas escolas. “Os dados também apontam para a necessidade de um esforço conjunto da sociedade para recuperar a confiança e a autoestima dos estudantes para que eles permaneçam na escola e possam recuperar mais rapidamente as defasagens no aprendizado geradas pela pandemia”, declara Bonis. 

O levantamento mostra, também, que na região Sul do país os entrevistados afirmaram que as escolas de 90% dos estudantes estão reabertas, já no Nordeste o número cai para 40%. 

A pesquisa perguntou aos pais sobre a importância do trabalho dos professores e 89% responderam que os docentes têm um trabalho mais desafiador do que acreditavam antes do início da pandemia de covid-19. Além disso, a mesma parcela também afirmou que para dar aulas é preciso mais preparo do que imaginavam antes do isolamento social que impôs as aulas a distância. 

A entrevista foi feita por telefone com 1.301 pais e responsáveis que responderam por um total de 1.846 crianças e adolescentes com idades entre 6 e 18 anos da rede pública, em todas as regiões do país. 

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