Estado implanta banco de sementes sem agrotóxicos no semiárido para combater a pobreza no campo

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O Norte de Minas Gerais deu passos largos rumo ao cultivo e alimentação de qualidade para as famílias do campo. O projeto Sementes Presentes – Alimento e Trabalho no Campo, que faz parte da Estratégia de Enfrentamento da Pobreza no Campo, coordenada pela Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese), inaugurou no município de Juvenília (MG) o Campo e Banco de Sementes Crioulas dentro da Fazenda Cantinho, da Fundação Educacional Caio Martins (Fucam).

Foram destinados 1,5 hectares de área da Fucam para que, nos próximos meses, a região já consiga ter acesso às chamadas Sementes Crioulas, tipo de semente que não sofre modificação genética, sendo considerada pura para cultivo.

Segundo o gerente da Emater/MG regional de Januária, Ricardo Neri, a proposta do banco é realizar o resgate desse tipo de sementes, que tem maior qualidade, para atender às casas de sementes e aos agricultores familiares com um material mais resistente e com valor bem abaixo dos praticados pelo mercado tradicional de sementes comandados por grandes empresas no país.

“Essas sementes vêm sendo guardadas por gerações de famílias rurais e conservam suas características originais como resistência à seca, à doença, a qualidade na consistência, na cor, colaborando para uma melhor qualidade na alimentação humana e animal”, explica Robson Danilo Ferreira, engenheiro agrônomo da Emater/MG que tem a função de prestar assistência técnica na produção.

Regiões que historicamente foram esquecidas nas políticas públicas no Estado, o Norte e Nordeste de Minas Gerais passaram a figurar como prioridade na gestão do atual Governo ao criar ações, programas e projetos em 11 secretarias de Estado e 9 entidades parceiras cujo principal foco é combater a pobreza no campo.

“São 25 instituições vinculadas e 42 duas ações estratégicas do Governo, como essa, destinadas também a uma região que sempre foi a dos esquecidos”, relata Rogéria Freire, assessora de projetos especiais da Sedese, que comemora os avanços das políticas públicas para região.

“Minas Gerais está fazendo um contraponto com a União ao implantar um projeto para resgatar sementes que vão garantir um alimento saudável e seguro”, afirma o vice-presidente da Fucam, Gildázio dos Santos. Para ele, mesmo com a conjuntura nacional desfavorável, ações como a inauguração do banco de sementes crioulas no Norte de Minas representa muito para a região e para o estado como um todo e é de extrema importância ter a Fundação contribuindo para a realização deste projeto.

Pensamento compartilhado também pelo anfitrião e coordenador do Centro Educacional do Carinhanha (CEC), Odálio de Souza Ribeiro, que já visualiza as contribuições que o banco e o campo vão acrescentar no aprendizado dos os estudantes do Curso Técnico em Agropecuária, realizado na Fucam em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SEE).

“Ter mais recursos pedagógicos para que os nossos alunos aprendam a produzir cultivos de qualidade é uma conquista para toda nossa região, que formará profissionais capacitados em práticas sustentáveis e comprometidas com o respeito ao meio ambiente”, afirma Odálio.

Processo

A próxima etapa do projeto será a de implantação do sistema de irrigação pela Emater/MG e a mobilização e organização dos agricultores familiares e cooperativas para receberem as sementes produzidas pelo banco da Fazenda Cantinho, de Juvenília.

Serão selecionados 100 agricultores familiares da região que tenham perfil para multiplicadores de sementes e mudas, produtores para o consumo e agricultores experimentadores, a partir do interesse dos agricultores e condições técnicas da propriedade.

Os critérios para que as famílias possam participar são: famílias exclusivamente domicílios classificados como rurais na base do CADÚNICO, famílias com renda máxima mensal de meio salário mínimo per capita de acordo com a renda declarada no CADÚNICO. Os domicílios que não atendem aos critérios apresentados acima serão eliminados da base de atendimento da ação em questão.

Em seguida, a lista de domicílios foi organizada por ordem de prioridade, obedecendo aos seguintes critérios: Domicílio quilombola, domicílio indígena, demais domicílios classificados como tradicionais pelo CADÚNICO (assentados, agricultores familiares) e faixas de renda (domicílios com as menores rendas são classificados como domicílios mais prioritários).

Fonte: Agência Minas

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