Está provado, quem espera nunca alcança

Chico Buarque, há alguns anos, já nos deu esse conselho. Mas parece que nem todos resolveram segui-lo.
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Hoje temos visto dentro das empresas, nas grandes, nas médias e também nas pequenas, pessoas esperando sua sorte mudar, receber uma nova proposta de emprego ou a empresa resolver desembolsar um MBA para desenvolver sua capacidade técnica. Esperam uma promoção, um aumento de salário, uma mudança de vida, e quando isso não acontece (e é bem provável, que não irá acontecer) o que se faz é achar um culpado para aquele não sucesso. E então aprecem os réus, a crise, o gerente, o mercado, o patrão, o modelo de negócio, a cidade, a região, o produto. É uma lista infinita daquilo que levará a culpa pelo fracasso.

A verdade é que, nunca nos colocamos no centro das realizações, ou não realizações da nossa vida, nunca sentamos na cadeira do réu e nunca nos responsabilizamos pela situação a qual estamos vivendo, sempre a procura de álibi, sempre há um porquê, sempre há um alguém. Mas raramente colocamos a responsabilidade do resultado das nossas próprias escolhas nas nossas mãos.

A parte boa da historia é que, isso tem nome, pode ser desenvolvido e praticado. É o que chamamos de autorresponsabilidade, que é a capacidade de trazer pra si mesmo, toda a responsabilidade do que acontece na nossa vida. Toda a situação de qual vivemos é o resultado das nossas próprias escolhas. Se estamos ou não em algum lugar, é resultado da escolha que fizemos de ir ou ficar, se estamos satisfeitos, realizados, tudo segue a mesma lógica.

Responsabilizar o externo pela nossa situação pode ser um mecanismo de defesa, um instinto de sobrevivência ou até mesmo um comportamento repetido desde Adão e Eva, já que Adão, ao ser questionado por Deus do porquê havia comido da fruta proibida, não só jogou a culpa em Eva, mas teve a ousadia de responsabilizar Deus dizendo “essa mulher que tu me destes, ela me deu”, ou pode até ser uma maldição lançada aos humanos quando Adão resolveu não praticar a autorresponsabilidade.

A questão é, de onde veio esse hábito, isso não importa. O fundamental é entender a necessidade que o cenário organizacional tem de ter pessoas autorresponsáveis. Pessoas que assumam suas posições e responsabilidades ali dentro, pessoas que não fique empurrando o problema dizendo que é do outro. Pessoas que assumam suas falhas e busque melhorar. São essas pessoas que hoje valem ouro dentro das organizações.

A autorresponsabilidade vem como um divisor de eras no empresariado, cada vez mais quem tem a prática e os comportamentos autorresponsáveis vão sobressair aos outros, já que, se responsabilizando a pessoa consegue entender suas falhas, analisar e refletir sobre aquilo e então procurar uma maneira de evoluir. Sendo assim o resultado final da autorresponsabilidade é a evolução. Se é evoluir que você busca comece a praticar comportamentos dos quais o único responsável seja você, e comece a perceber o quanto isso é libertador.

Pessoas autorresponsáveis não esperam, e é por isso que elas alcançam. E já que começamos com Chico, vamos terminar com ele lembrando que, devagar é que não se vai longe.

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