
Em Patos de Minas e nas cidades do Alto Paranaíba, é comum ouvir relatos de pessoas que convivem com dor no joelho durante meses, às vezes anos, antes de agendar uma avaliação ortopédica.
O incômodo começa discreto, aparece ao subir uma escada ou ao levantar de uma cadeira, e vai sendo absorvido pela rotina como algo passageiro. Quando o paciente finalmente procura ajuda, o problema já avançou.
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Essa realidade não é exclusiva da região. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 15 milhões de brasileiros sofrem de artrose, o que corresponde a aproximadamente 7% da população. A OMS estima que a doença atinge 10% dos homens e 18% das mulheres acima dos 60 anos, e o joelho é a articulação mais afetada.
Em um país que envelhece rapidamente, com projeção do IBGE de mais de 58 milhões de pessoas acima de 60 anos até 2060, o número de casos tende a crescer na mesma proporção.
O problema não se restringe ao envelhecimento natural da cartilagem. Lesões esportivas, sobrepeso e histórico de trauma articular são fatores que antecipam o desgaste. E é justamente aí que mora o risco do diagnóstico tardio.
O joelho do esportista amador e o risco ignorado
O futebol recreativo de fim de semana, as caminhadas na área rural e a corrida de rua ganharam milhares de adeptos nos últimos anos no interior de Minas Gerais.
O que poucos praticantes consideram é que o joelho absorve uma carga mecânica elevada em todas essas atividades, e que uma torção aparentemente simples pode comprometer estruturas internas da articulação.
A lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) é a mais conhecida entre atletas, mas atinge igualmente quem joga bola no campo de terra do bairro. A incidência varia de 30 a 78 casos por 100 mil pessoas ao ano, conforme dados da literatura ortopédica brasileira publicada na Revista Brasileira de Ortopedia. Em 50% a 70% desses episódios, o menisco também é afetado, o que agrava o quadro e amplia o tempo de recuperação.
Um estudo da Acta Ortopédica Brasileira analisou lesões em atletas amadores universitários e constatou que quase metade dos avaliados apresentava algum tipo de lesão, sendo a ruptura do LCA a mais frequente.
O tempo médio de afastamento chegou a 11 semanas. Para quem trabalha em pé, dirige por longas distâncias ou depende do corpo para a atividade profissional, como acontece com boa parte da população do Alto Paranaíba, esse período representa prejuízo concreto.
“O problema é que muitos desses pacientes não procuram avaliação após a torção inicial. Colocam gelo, repousam alguns dias e voltam à atividade. O joelho “funciona”, mas de forma compensatória. A instabilidade articular, quando não tratada, acelera o desgaste da cartilagem e pode transformar uma lesão ligamentar simples em artrose precoce”, alerta Dr. Ulbiramar Correia, médico ortopedista especialista de joelho em Goiânia.
O peso do corpo e o peso sobre o joelho
Há uma conta que a maioria das pessoas desconhece: cada quilograma de excesso de peso corporal gera aproximadamente quatro quilogramas de carga adicional sobre o joelho durante a caminhada. Para quem está 10 kg acima do peso ideal, isso significa 40 kg a mais de pressão sobre a articulação a cada passo.
No Brasil, a obesidade já ultrapassa 20% da população adulta, segundo dados do Ministério da Saúde. Nas cidades de médio porte do interior, onde o acesso a academias e acompanhamento nutricional é mais restrito, o problema se acentua.
O sobrepeso não apenas provoca artrose como piora o prognóstico de quem já tem a doença, reduzindo a eficácia dos tratamentos conservadores e aumentando o risco de complicações em eventuais procedimentos cirúrgicos.
A Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, conduzida pelo IBGE, já apontava que 23,4% dos adultos brasileiros conviviam com algum problema crônico de coluna ou articulação. Com o aumento do sedentarismo durante a pandemia, esse número cresceu.
A combinação de inatividade prolongada seguida de retorno abrupto às atividades físicas gerou uma onda de lesões que os consultórios de ortopedia ainda sentem.
Quando a dor no joelho exige mais do que repouso
Nem toda dor no joelho indica uma condição grave. Porém, há sinais que exigem atenção imediata: inchaço persistente após atividade, sensação de falha ou travamento articular, dor que piora ao descer escadas, estalos acompanhados de desconforto e dificuldade para apoiar o peso do corpo em uma das pernas.
Na análise dos profissionais do COE, consultório ortopédico localizado em Goiânia, a artrose, por ser uma doença degenerativa e progressiva, não melhora sem intervenção. O diagnóstico precoce permite iniciar tratamentos que preservam a articulação por anos.
Fisioterapia direcionada ao fortalecimento de quadríceps e musculatura posterior da coxa, controle do peso, uso criterioso de medicação anti-inflamatória e, em casos selecionados, infiltrações com ácido hialurônico compõem a primeira linha de tratamento.
O que muitos pacientes não sabem é que a janela de tratamento conservador existe, mas ela tem prazo. Quando o desgaste atinge o osso subcondral e a deformidade do membro se instala, o arsenal terapêutico se reduz. Nessa fase, a artroplastia, ou seja, a substituição da articulação por uma prótese, passa a ser a alternativa mais eficaz.
Agendar uma consulta com ortopedista de joelho é o primeiro passo para quem convive com dor recorrente. A avaliação clínica, complementada por exames de imagem, permite classificar o grau de comprometimento e definir a melhor estratégia antes que o quadro se agrave.
O crescimento das cirurgias de joelho no Brasil
Os dados do DATASUS mostram que as artroplastias de joelho no sistema público de saúde aumentaram de forma consistente na última década. Entre 2009 e 2018, o número de autorizações de internação para artroplastia total primária de joelho saltou de 4.894 para 7.649, um aumento de 56,3%.
A pandemia interrompeu temporariamente essa tendência, mas os números se recuperaram nos anos seguintes. Esse crescimento reflete dois fatores simultâneos: a população está vivendo mais e os procedimentos cirúrgicos estão mais acessíveis e seguros.
Próteses modernas de joelho apresentam taxa de sobrevida acima de 90% em 20 anos de uso, segundo registros internacionais de artroplastia. Significa que um paciente operado aos 65 anos tem grandes chances de utilizar o implante pelo restante da vida sem necessidade de revisão.
Apesar dos avanços, a distribuição das cirurgias ainda é desigual. Estudo publicado na Revista Brasileira de Ortopedia revelou que as regiões Sul e Sudeste concentram os melhores índices assistenciais, com 8,07 e 6,07 artroplastias de joelho por 100 mil habitantes, respectivamente.
No interior de Minas Gerais, embora a infraestrutura hospitalar de Patos de Minas funcione como referência para o Alto Paranaíba, muitos pacientes só chegam ao especialista em estágio avançado da doença.
A importância de escolher o profissional certo
A ortopedia é uma especialidade ampla. Dentro dela, a cirurgia do joelho é uma subespecialidade com formação própria, que exige fellowship ou residência complementar em centros de referência.
Quando o paciente com artrose avançada ou lesão ligamentar complexa é avaliado por um profissional com experiência específica em joelho, as chances de um tratamento bem indicado aumentam.
Há critérios objetivos para essa escolha: formação em subespecialidade reconhecida pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), vínculo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho (SBCJ), volume cirúrgico consistente e disponibilidade de estrutura hospitalar adequada.
Procurar clínicas especialistas em joelho é uma forma de identificar profissionais com dedicação exclusiva à articulação, o que faz diferença tanto no planejamento quanto na execução do tratamento.
A segunda opinião médica também merece atenção. Pacientes com indicação cirúrgica devem sentir-se à vontade para consultar mais de um profissional antes de decidir.
A decisão pelo tratamento, especialmente em casos que envolvem prótese, deve ser compartilhada entre médico e paciente com base em informações claras sobre riscos, benefícios e expectativas de resultado.
O diagnóstico precoce muda o desfecho
A distância entre o primeiro sintoma e a consulta especializada costuma ser medida em anos, não em meses. Levantamento de morbidade hospitalar do DATASUS aponta que grande parte dos pacientes que chegam à artroplastia poderia ter evitado a cirurgia ou ao menos adiado o procedimento se tivesse iniciado acompanhamento ortopédico na fase inicial do desgaste.
No Alto Paranaíba, onde o Hospital Regional Antônio Dias funciona como referência para traumatologia e a Santa Casa de Patos de Minas absorve parte da demanda ortopédica, a estrutura existe.
O gargalo está na decisão do paciente de procurar o especialista. Há uma cultura de normalizar a dor articular como consequência inevitável da idade ou do trabalho pesado, quando, na maioria dos casos, existem intervenções capazes de mudar o desfecho.
Profissionais com presença ativa em redes sociais e plataformas de saúde têm facilitado esse acesso à informação. Acompanhar ortopedistas de joelho em canais digitais permite ao paciente entender melhor sua condição, conhecer opções de tratamento e tomar a decisão de buscar avaliação com mais segurança.
O que fazer a partir de agora
Segundo os melhores ortopedistas de joelho de Goiânia, para quem convive com dor no joelho em Patos de Minas ou na região do Alto Paranaíba, a recomendação é objetiva: não espere a dor limitar sua rotina para procurar ajuda. Uma avaliação ortopédica com profissional especializado em joelho pode identificar precocemente condições como artrose, lesão de menisco ou instabilidade ligamentar.
O fortalecimento muscular orientado, o controle do peso e o acompanhamento periódico são medidas que prolongam a saúde da articulação. Quando a intervenção cirúrgica se faz necessária, a indicação precisa e o momento correto do procedimento determinam o resultado.








