Dólar fecha estável e bolsa sobe um dia após turbulência nos mercados externos

Compartilhe

COMPARTILHE NAS REDES SOCIAIS!
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram

Um dia após a forte turbulência nos mercados internacionais, a moeda norte-americana fechou estável e a bolsa de valores recuperou-se. O dólar comercial encerrou esta terça-feira (6) vendido a R$ 3,246, com queda de 0,03%. Essa foi a primeira queda depois de duas sessões de alta.

O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, subiu 2,77%, fechando aos 84.126 pontos. O indicador voltou a subir depois de cair 4,25% na sexta-feira (2) e ontem (5). Até a semana passada, o índice vinha registrando recordes seguidos, tendo superado a barreira dos 85 mil pontos.

Desde sexta-feira, os mercados financeiros de todo o mundo atravessam momentos de turbulência por causa de dados recentes da economia norte-americana. Apesar de as estatísticas recentes mostrarem que a criação de emprego superou as expectativas, o receio de que o Federal Reserve (Fed), Banco Central norte-americano, aumente os juros básicos da maior economia mundial de forma mais agressiva que o esperado provocou tensões em escala global.

Juros mais altos nos Estados Unidos estimulam que os investidores vendam ações na bolsa de valores e comprem títulos do Tesouro norte-americano, considerado os papéis mais seguros do planeta. Da mesma forma, propiciam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil, para cobrir prejuízos em mercados de economias avançadas.

Para o diretor da Liberta Global, escola de investimentos internacionais da empresa de serviços financeiros L&S, Leandro Ruschel, a turbulência no mercado internacional ainda não pode ser classificada de crise, mas deixa um alerta de que o cenário externo começa a se complicar.

"Ainda não podemos chamar de crise, é normal o mercado corrigir de tempos em tempos. A bolsa sempre trabalha com expectativa futura e não com o presente. Por enquanto, não é algo que afete a economia real, apenas sugere que estamos mais próximos do fim de um ciclo de expansão na economia global", diz Ruschel.

Para o professor de macroeconomia do Ibmec e economista da Órama Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Alexandre Espírito Santo, ainda é cedo para classificar a volatilidade nos mercados estrangeiros como temporária ou duradoura. Ele, no entanto, diz que a instabilidade representa um alerta para o Brasil.

"Essas oscilações não afetam o Brasil diretamente, mas, em momentos como esse, o mercado olha quem está fazendo o dever de casa. O Brasil tem um problema fiscal [déficits primários] muito forte, e a diminuição [da chance] da aprovação da reforma da Previdência pode fazer o Brasil sofrer por tabela", adverte.

Ontem, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, fechou com queda de 4,6%, o maior recuo diário desde 2011. Hoje, o indicador oscilou bastante, alternando quedas e altas, mas operava em alta de 1,71% por volta das 19h de Brasília (16h nos Estados Unidos).

FONTE: Agência Brasil

QUAL SUA OPINIÃO? COMENTE!

guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
A responsabilidade pelo comentário é totalmente do respectivo autor. Comentários com 15 votos negativos a mais que positivos serão removidos automaticamente. Achou um comentário ofensivo? Clique em "denunciar".

NOTÍCIAS RELACIONADAS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

NEWSLETTER

REPORTAR ERRO

Sua privacidade é muito importante pra nós! Usamos cookies, rastreadores, para exibir anúncios e conteúdos com base em suas preferências. Os cookies não permitem acesso a informações particulares, como nome, endereço, etc. Conheça nossa política de privacidade e nossos termos de uso.