Dia Nacional de Combate ao Bullying: quando a brincadeira passa para agressão?

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A Lei 13.185 que entrou em vigor em fevereiro de 2016, instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática em todo o território nacional. O texto estabelece que professores e equipes pedagógicas sejam capacitados para desenvolver ações de prevenção e solução do problema. Além disso, pais e familiares serão orientados para identificar vítimas e agressores. Outro ponto presente no projeto é a realização de campanhas educativas e o fornecimento de assistência psicológica, social e jurídica às vítimas e aos agressores.

Foto: Divulgação

Embora o termo em inglês só tenha sido incorporado ao cotidiano das escolas brasileiras em anos recentes, os relatos de violência têm assombrado cada vez mais diferentes instituições de ensino. Loise Rizzieri, consultora pedagógica do Sistema de Ensino Poliedro, avalia que o suporte da escola na criação de uma rotina de ação preventiva, capaz de estimular o diálogo e as relações de respeito, é o principal caminho para prevenir este tipo de comportamento.
“O primeiro passo da escola é procurar ouvir os alunos atentamente sobre reclamações bem como saber reconhecer e também interferir diretamente nos grupos, o quanto antes, para quebrar a continuidade da prática. É necessário também assegurar medidas de conscientização, prevenção e diagnóstico, tais como a construção de regras de disciplina para a classe, de acordo com as necessidades”, explica.
De acordo com pesquisa do IBGE sobre a saúde do estudante brasileiro, o número de casos de jovens submetidos a situações de humilhação cresceu. Os estudos apontam que quase a metade dos entrevistados já sofreu algum tipo de agressão ou humilhação no ambiente escolar. Em comparação com a pesquisa anterior, realizada em 2012, o número de alunos que se sentiram assim saltou de 35,3% para 46,6%.
A especialista destaca que o bullying pressupõe uma situação de agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas com dificuldades em se defender.Os alvos costumam ser jovens e crianças inseguras, com baixa autoestima e retraídas tanto na escola quanto no lar.
“Não podemos generalizar e dizer que tudo é bullying. Situações como discussões ou brigas pontuais,conflitos entre professor e aluno ou aluno e gestor não são considerados bullying. O fenômeno acontece quando a agressão ocorre entre pares, colegas de classe ou de trabalho, por exemplo”, alerta.

Déborah Santos
Triângulo Notícias
07/04/2017

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