Delegados, escrivães e advogados na mira da “Operação Fênix”; mandados são cumpridos em Uberlândia, Uberaba, Patos de Minas e Patrocínio

Os mandados também são cumpridos em outras cidades da região e na capital, Belo Horizonte.
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Foto: Reprodução

O Ministério Público Estadual (MPE) por meio do GAECO iniciou na manhã desta terça-feira (19/12) uma mega operação para desarticular um esquema de tráfico e contrabando de mercadorias na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.

Vários mandados de busca e apreensão, prisão e condução coercitiva estão sendo compridos. Entre os alvos estão delegados, escrivães e advogados que estariam utilizando da posição para a prática de atividade ilícitas.

- Continua depois da publicidade -

A operação acontece simultaneamente em Uberlândia, Uberaba, Patos de Minas, Patrocínio,  Monte Alegre de Minas, Passos, Pouso Alegre, Araxá e Belo Horizonte.

Dentre as 136 pessoas investigadas cujas prisões preventivas foram decretadas encontram-se dez Delegados de Polícia, três Chefes de Departamento, uma Delegada Regional, dois Escrivães, sete Advogados e 45 Investigadores.

As Delegacias Regionais de Polícia Civil de Uberlândia (MG) e Araguari (MG) foram objeto de buscas, que contaram com o apoio da Receita Estadual de Minas Gerais.

No total, foram oferecidas 29 denúncias, duas cautelares de requerimento de decretação de prisões preventivas e três cautelares de requerimentos diversos (busca e apreensão e conduções coercitivas).

Participaram da operação sete promotores de Justiça, três auditores da Receita Estadual, 500 policiais militares e 150 policiais rodoviários federais, tendo sido utilizadas duas aeronaves e 150 viaturas.

Fênix é um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em autocombustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas.

Três operações em uma

A operação Fênix compreende três operações distintas: Alibabá, Ouroboros e Efésios.

A operação Alibabá é decorrente da operação Zeus, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais em setembro de 2015. As investigações levaram à proposição de duas denúncias, nas quais são imputadas as práticas dos seguintes crimes: associação para o tráfico de drogas, tráfico ilícito de entorpecentes, associação criminosa, obstrução de justiça, receptação, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, fraude processual, corrupção passiva, corrupção ativa.

A operação Ouroboros, por sua vez, corresponde à segunda fase da operação 100 Anos de Perdão. Ela resultou no oferecimento de sete denúncias em que são imputadas as seguintes infrações penais: roubo agravado (emprego de arma, concurso de pessoas e restrição da liberdade das vítimas), organização criminosa, associação para o tráfico de drogas, tráfico ilícito de entorpecentes, falsidade ideológica e porte e comércio ilegais de armas de fogo.

Já a operação Efésios decorre de acordos de colaboração premiada firmados pelo Gaeco de Uberlândia. Ela contempla 19 denúncias em que são imputados os seguintes delitos: organização criminosa, associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico ilícito de entorpecentes, porte e posse ilegal de arma de fogo, falsidade ideológica, estelionato, receptação qualificada, falso testemunho e prevaricação.

QUAL SUA OPINIÃO ? COMENTE!

Os comentários não refletem a opinião do portal. Não nos responsabilizamos por eles e em caso de descontentamento use a opção “Denunciar ao Facebook”. Você está sujeito aos nossos Termos de Uso.

NOTÍCIAS RELACIONADAS

- Continua depois da publicidade -