Delegado revela a frieza e a crueldade de assassino que agiu em Patos de Minas

O homem ainda tentou ocultar provas para frustrar o trabalho da polícia. Ele foi indiciado por homicídio triplamente qualificado.
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A Polícia Civil de Patos de Minas concluiu o inquérito que apurou a morte de Reinaldo Caixeta, de 62 anos, cruelmente assassinado no final de 2017. O titular da delegacia de homicídios, Luís Mauro Sampaio, concedeu entrevista ao Patos Notícias nesta terça-feira (12/07).

O delegado descreveu com detalhes a motivação e a dinâmica do crime. Segundo ele, Reinaldo e o suspeito teriam tido uma relação comercial. O suspeito vendeu alguns objetos para a vítima, tendo ela pago apenas uma parcela. Antes de receber o resto do pagamento, o suspeito foi preso por outro crime. No presídio ele ficou “remoendo aquela situação” e começou a planejar uma espécie de vingança. Tempo depois, ele ganhou liberdade.

Num certo dia (17 de dezembro de 2017), o suspeito teria consumido drogas e bebidas e acabou encontrado com a vítima na rua. Após uma rápida conversa, o suspeito pediu uma carona até em casa. No entanto, ele teria entrado no imóvel pegado um conjunto de roupas e uma faca e retornou ao veículo.

Vítima e suspeito resolveram dar um passeio pela cidade e foram até uma área deserta, próximo ao bairro Campos Elíseos. Ainda dentro do carro, o suspeito deu uma facada na vítima, a qual implorou por piedade.

O suspeito retirou a vítima do carro e se assustou ao ver um outro veículo próximo, contudo este foi embora, o que o encorajou a continuar o crime. Com a faca no pescoço, a vítima foi levada até uma cerca e naquele local teve o pescoço parcialmente decapitado.

Após concretizar o crime, o suspeito arrastou o corpo até uma área mais afastada e fugiu no carro da vítima. Numa tentativa de eliminar provas, ele foi até um motel, tomou banho e trocou de roupas. Colocou as antigas, que estavam sujas de sangue, numa sacola e pulou o muro do motel. Durante a fuga, a sacola se rascou e uma das peças caiu ao chão, sendo abandonada e posteriormente encontrada pela polícia.

Foto: Arquivo (Patos Notícias)

O inquérito começou em 2017 e foi inicialmente conduzido pelo delegado Érico Rodovalho, titular à época. Recentemente, as investigações foram assumidas por Luís Mauro Sampaio. Por fim, o suspeito foi indiciado por homicídio triplamente qualificado, com qualificadoras de motivo torpe, meio que dificultou a defesa da vítima e meio cruel. Também responderá por ocultação de cadáver. A Polícia Civil ainda verifica se houve roubo, o que poderá caracterizar latrocínio.

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