Contos de fadas no cinema

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Os contos de fadas passam por reestruturações para alcançar o novo público

A Bela e a Fera alcançou o marco de US$ 900 milhões em arrecadações pelo mundo.

Imagem: reprodução
Era uma vez: A primeira adaptação cinematográfica de um conto de fadas data de mais de cem anos atrás. O filme britânico conta as aventuras de Alice no País das Maravilhas. A obra clássica inspirada no livro de Lewis Carroll, foi precursor de um gênero atemporal sinônimo de lucratividade.
Mas, os enredos tão populares são heranças de tradições orais milenares. Com objetivo inicial de entreter os adultos, os contos eram repletos de bizarrices impróprias para menores. O formato que conhecemos hoje, com morais da história e finais felizes, surgiu nas obras de Charles Perrault já por volta do séc XVII.
No cinema, Walt Disney iniciou seu império em 1937, com a animação Branca de Neve e os sete anões.
Sentimentos são: A mais recente adaptação live action dos contos de fadas, A Bela e a Fera, alcançou o marco de US$ 900 milhões em arrecadações pelo mundo. O sucesso comercial talvez indique o valor sentimental que a obra possui. O filme faz pequenas alterações da animação de 1991, contando com a nostalgia para levar os mais velhos para o cinema.
Mais um sucesso no currículo Disney, que para os próximos anos planeja os live actions de Mulan, Dumbo, A Pequena Sereia, dentre outros.
E viveram felizes para sempre: Mas, ainda existe espaço para esses contos que tiveram sua era de ouro no século passado? Muitos conceitos retrógrados estão sendo desconstruídos aos poucos nas últimas adaptação. A humanização dos vilões, a relocação das mulheres em posições mais realistas e igualitárias, a representatividade de gênero e raça, tudo isso vem transformando os contos e os contextualizando para a realidade do século XXI.
Tendo isso em mente, com a mudança na opinião pública, as estórias com donzelas indefesas nas quais é impossível se relacionar perdeu espaço. Os contos de fadas ainda são parte importante da cultura pop, mas ao que tudo indica, sobreviverão aquelas princesas que souberem se atualizar.

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Ana Marques 
Triângulo Notícias 
07/04/2017

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