Confusão no Pronto Socorro vira caso de polícia em Monte Carmelo

De acordo com a PM, um paciente teria se exaustado e proferido agressões e ameaças contra funcionários. O advogado nega a versão e diz que houve excessos.
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Uma pessoa, não identificada, filmou o momento que o ‘autor’ foi imobilizado.
Foto: Reprodução

Uma confusão aconteceu no Pronto Socorro de Monte Carmelo na última sexta-feira (11) e a Polícia Militar teve de ser acionada para controlar a situação. Um homem, que se apresentou como advogado, teria desacatado profissionais que trabalham no local e danificado o patrimônio.

Nossa reportagem ouviu as duas partes, Polícia Militar (fonte oficial) e o advogado, suposto autor de agressões e danos.

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Versão da Polícia Militar

De acordo com a PM, um homem de 38 anos estava danificando a unidade e se apresentava bastante agressivo, inclusive proferindo palavras de baixo calão contra funcionários.

Com a chegada dos militares, o homem desobedeceu às ordens emanadas, resistiu e agrediu dois soldados com socos e chutes, sendo necessário o uso das técnicas de contenção e algemação.

Diante dos fatos, o advogado foi preso em flagrante delito e durante o registro da ocorrência, ainda bastante exaltado, passou a ameaçar os militares.

Alegando ser advogado inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), foi acompanhado por vários representantes da classe, os quais presenciaram as ameaças. A irmã dele, compareceu a sede 157ª Cia, e bastante exaltada passou a proferir palavras de baixo calão e a desacatar os militares. A mulher ainda acusou os PMs de furto de um aparelho celular.

Um dos militares sofreu escoriações no pescoço e o outro foi atingido por um chute na perna e um soco no rosto, durante a contenção.

Diante dos relatos e para garantir a integridade dos policiais e demais envolvidos, foi dada voz de prisão aos advogado e ao sua irmã. Após contato com o delegado ambos foram liberados mediante assinatura do Termo de Compromisso de Comparecimento.

Versão do Advogado

Ontem (12), procuramos o advogado que prestou depoimento a nossa reportagem. Segundo Paulo Resende, ele possui um quadro de depressão e estava passando mal, após exagerar no consumo de bebida alcoólica. Um amigo teria o levado até o Pronto Socorro para receber atendimento, porém durante a espera pelo atendimento, ele teria sofrido uma crise de rinite alérgica.

Paulo teria solicitado ao amigo que fosse até a farmácia comprar medicamento, mas o responsável pela unidade, supostamente teria o impedido de sair. Neste momento, o paciente se levantou e foi até uma farmácia.

Quando retornou o Pronto Socorro, ele teria sido impedido de adentrar no local. Paulo confessou que teria dado ‘empurrões’ na porta e em seguida fez o acionamento da Polícia Militar.

O advogado chegou a enviar para nossa redação a gravação da ligação efetuada para 157ª CIA da PM. No áudio, ele solicita a presença de uma viatura no local.

Quando os militares chegaram, Paulo afirma que foi agredido e em seguida conduzido até o quartel da PM.

Resultado do Exame Toxicológico

Paulo Resende se submeteu a um exame toxicológico e o resultado foi divulgado no dia 23 de maio. O laboratório constatou que não havia nenhum sinal de uso de substância ilícita, o que contraria a versão do boletim de ocorrência da Polícia Militar.

Resposta do Comando da 157ª CIA da PM

A reportagem voltou a entrar em contato com a Polícia Militar para questiona-los a respeito da versão distinta relatada por Paulo Resende. Segundo eles, o ‘autor estaria mentindo’.

Os fatos serão apurados posteriormente pela Polícia Civil que poderá instaurar inquérito.

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