Comportamento de compra do consumidor de vestuário na crise. Ofertas e marcas são atrativos

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Novo estudo do IEMI-Inteligência de Mercado analisa em profundidade perfil de compra de 1.575 consumidores de vestuário

Foto: Divulgação

Que os consumidores colocaram o pé no freio nas compras de artigos de vestuário nos últimos dois anos todos sabem. Mas qual o real impacto da crise e sua influência na decisão de compra? Para entender este cenário em profundidade, o IEMI Inteligência de Mercado acaba de lançar o Estudo de Comportamento de Compra do Consumidor de Vestuário envolvendo 1.575 entrevistados de todas as faixas etárias, poder de compra e região. As compras analisadas ocorreram nos últimos meses de 2016 ou no início de 2017.

Especializado em estudos nos setores de vestuário; têxteis; calçados; cama, mesa e banho; móveis e colchões, o IEMI atualizou os dados da pesquisa sobre Comportamento de Compra de Vestuário realizada em 2014, período pré-crise. Lançado este mês, o novo estudo busca entender as mudanças no comportamento de compra durante a crise e estabelecer diretrizes para o futuro. ”A forte recessão que se abateu sobre a economia brasileira afetou de maneira significativa o consumo de moda, resultando no encolhimento das vendas de roupas no varejo interno em 11%”, informa Marcelo Prado, diretor do IEMI.

Neste período, o País saiu de um volume anual da ordem de 6,5 bilhões de peças, em 2014, para pouco menos de 5,8 bilhões no acumulado de 2016 (os dados não consideram roupas profissionais, promocionais e uniformes escolares).

Prado acredita que os resultados deste trabalho de imersão no setor de vestuário contribui para que os produtores de roupas, gestores de marcas e varejistas possam adequar suas estratégias para a retomada do crescimento, prevista para acontecer já a partir do segundo semestre deste ano. “A comparação com os resultados de estudo similar que realizamos em 2014, no período pré-crise, ajuda a criar referenciais para as estretégias a serem adotadas este ano.”

Obviamente, durante a crise, há menos consumidores dispostos a comprar. “Mas dentre os que compraram vestuário recentemente, observamos que a quantidade de peças adquiridas por compra caiu de 3,3 para 3,0 peças, uma redução de quase 10%. Em contrapartida, a frequência de compra dos consumidores aumentou levemente, em torno de 8%, quase que compensando a queda no número de itens comprados”, revela Prado.

Déborah Santos
Triângulo Notícias
08/04/2017


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