Cervejas sem glúten estão cada vez melhores

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Confira a análise de Daniel Wolff, sommelier de cervejas e diretor da rede Mestre-Cervejeiro.com  

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Foto: Divulgação

Em maio (16), comemora-se o Dia Internacional do Celíaco, data instituída para sensibilizar e informar o público sobre a intolerância radical ao glúten. Para atender a demanda de pessoas que precisam manter uma dieta restritiva, os mercados, não só o de comidas, mas também o de bebidas, tiveram que se adaptar. E no caso do segmento de cervejas, houve uma evolução significativa nos últimos anos, tanto em termos de opções quanto na qualidade do produto.
Hoje, temos no mercado excelentes rótulos, alguns que, inclusive, já ganharam medalhas em importantes campeonatos, competindo na mesma categoria de cervejas que não são isentas da proteína.
“Temos diversas opções de cervejas sem glúten, hoje, no Brasil, mas elas ainda são pouco conhecidas e quase nada divulgadas. Muita coisa mudou no gosto delas, ainda mais se compararmos com a qualidade das opções que temos hoje”, afirma Daniel Wolff, sommelier de cervejas e diretor da rede Mestre-Cervejeiro.com.
A primeira linha que provei foi a inglesa Greens. Os estilos eram tradicionais como Dubbel, Belgian Pale Ale, Bitter, entre outros. Mas ficavam longe da proposta dos estilos e não eram muito agradáveis para beber. Me lembro que isso foi em meados de 2010. (Depois não provei mais as cervejas da Greens. Caso alguém tenha provado recentemente e se ela mudou, conte o que achou, ok?).
Com o tempo surgiram outras marcas e os processos de fabricação foram evoluindo. Cervejas como a espanhola Estrella Damm Daura e a tcheca Celia chegaram por aqui. As duas do estilo Pilsen e bem agradáveis para beber. Principalmente a Celia, que lembrava uma autêntica Bohemian Pilsner.
Na época degustei as duas lado a lado, você pode assistir aqui: Cervejas sem Glúten – Episódio 45.
Já no ano passado conheci as canadenses da Glutenberg, que são fantásticas. A Glutenberg American Pale Ale tem medalha de prata na categoria Cerveja sem Glúten no World Beer Cup e a Glutenberg Rousse (Red Ale) medalha de ouro. Gostei muito da Glutengberg India Pale Ale.
Cerveja Sem Glúten, Destaque no Festival de Blumenau em 2016
Vejo que a consagração das cervejas sem glúten aqui no Brasil veio durante o Festival Brasileiro da Cerveja de Blumenau de 2016, onde a marca Lake Side levou medalha de ouro na categoria Belgian Lambic.
Categoria que, vale lembrar, não é específica de cerveja sem glúten, trata-se de uma categoria “normal” e uma das mais difíceis. Tanto que não houveram outras premiações nesta categoria, somente o ouro pra Lake Side.
A Lake Side é uma marca de Curitiba e exclusiva de cervejas sem glúten. Produzida na cervejaria Farrapos de Passo Fundo (RS), foi a primeira cerveja sem glúten feita no Brasil. Os métodos de produção foram desenvolvidos e patenteados pelo cervejeiro Paulo Veit.
A linha é completa, indo de cervejas claras e leves como a Lake Side Lager, passando por colaborativas e saborosas como a Lake Side APA, feita com em conjunto com Way e a Lake Side Crazy, feita em conjunto com a F#%*ing Beer. Também têm algumas bem criativas como a Lake Side Tartufi Lager, feita com laranja e trufas brancas em parceria com a Tartuferia San Paolo.
Pois é, cerveja sem glúten não é mais aquela cerveja sem gosto ou que não tem gosto de cerveja. Pelo contrário, agora há inúmeras opções de excelente qualidade. E também não ficam mais restritas àqueles que são intolerantes ao consumo de glúten, como os celíacos, ou ainda para aqueles que fazem dieta de alimentos sem glúten. Elas podem e devem ser apreciadas por todos.
Déborah Santos
Triângulo Notícias
14/05/2017

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