Centro Socioeducativo de Uberlândia leva a arte do grafite para adolescentes em cumprimento de medida

Técnicas artísticas trazem oportunidade de profissionalização para 62 jovens da unidade em oficinas de customização de camisetas e pintura de muros.
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Durante a oficina, jovens aprendem técnicas de customização de camisetas (Crédito: Divulgação/Sesp)

Aprender uma profissão, com materiais baratos e acessíveis. Saber usar as tintas de forma correta, combinando cores e formando desenhos. É essa a oportunidade que 62 adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa estão vivenciando nesta semana no Centro Socioeducativo de Uberlândia, ligado à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

Eles participam de oficinas de grafite promovidas pela unidade, em parceria com a Prefeitura de Uberlândia, em comemoração à Semana Municipal do Grafite e Arte Urbana, instituída pela lei municipal 12.976, de 2018.

Quarenta (40) adolescentes, divididos em quatro turmas, participaram de rodas de conversa seguidas por uma oficina de camisetas personalizadas, nesta quarta-feira (30/1), ministrada por profissionais da Secretaria Municipal de Prevenção às Drogas, Defesa Social e Defesa Civil de Uberlândia.

Durante o encontro, os jovens puderam aprender sobre como o grafite pode ser utilizado como forma de expressão artística e cultural, além da possibilidade de criação e customização de produtos.

Os adolescentes aprenderam técnicas de customização de camisetas, como utilizar o spray de forma correta, fazer desenhos e combinar cores, além de participarem de um debate sobre a diferença entre a pichação e o grafite.

“Essa é uma ótima oportunidade para os adolescentes aprenderem coisas novas”, avalia Gilson Rodrigues, diretor da unidade. “O grafite pode ser uma ferramenta de transformação na vida deles. Pode vir a ser uma profissão quando saírem daqui”, enfatiza.

Arthur*, de 17 anos, que está há dez meses na unidade, quer transformar o que aprendeu em uma fonte de renda no futuro. “Estou gostando muito do que estou aprendendo aqui. Na verdade o grafite pode ser uma profissão. Vou gastar pouco com o investimento e posso vender as camisetas para conseguir lucro depois”, conta.

Há um ano e cinco meses na unidade, Fábio*, de 19 anos, também elogiou a iniciativa, ponderando que as oficinas são boas oportunidades para distrair a mente durante o cumprimento da medida. “Por enquanto pretendo usar o grafite como lazer, mas futuramente penso em usar como profissão, quem sabe até abrir uma loja de roupas”.

Outros 22 adolescentes participarão da oficina de grafite em muros personalizados, nesta quinta-feira (31/1). Além de aprenderem as técnicas do grafite, os jovens vão colocar a mão na massa e grafitar os muros da unidade, junto com três grafiteiros do município, utilizando o tema “Educação, família e esporte” como norte para os desenhos.

Autoridades do município, como juízes, promotores e procuradores, foram convidados a prestigiar a ação. Enquanto os adolescentes fazem sua criação nos muros, as camisetas produzidas nesta quarta-feira estarão expostas para apreciação em um varal artístico.

* Os nomes são fictícios para preservar os adolescentes, conforme indicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

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