Cemig apoia municípios da RMBH no combate à praga do besouro metálico

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A Fundação Zoobotânica, na região da Pampulha, em Belo Horizonte, foi palco de um treinamento para representantes de outros municípios, com o objetivo de capacitar os profissionais para ações de controle à espécie Euchroma gigante, conhecida como besouro metálico.

O evento, realizado pela Cemig, Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (ARMBH),  Prefeitura de Belo Horizonte e Universidade Federal de Viçosa, apresentou os prejuízos causados e os cuidados necessários para combater esse inseto, que provoca danos a algumas espécies de árvores da cidade e que tem se alastrado para outras regiões mineiras.  
 
De acordo com o engenheiro de gestão ambiental da Cemig, Pedro Mendes, as árvores mais suscetíveis à infestação são as espécies munguba e paineira.

“Esse tipo de besouro fragiliza a estrutura da árvore. Portanto, torna-se necessária a remoção da planta. Na verdade, são as larvas do inseto, que podem medir até 12 centímetros, que se alimentam dos troncos e escavam a estrutura das raízes, abrindo galerias. A partir daí, o tronco fica sem estabilidade e se torna vulnerável a ventos e chuvas”, afirma. 
 
Pedro Mendes também destaca a importância dessa capacitação, principalmente pela oportunidade para troca de informações e experiências dos profissionais no enfrentamento a essa praga.

“Essa participação de diferentes prefeituras e troca de conhecimento certamente vai nos ajudar a traçar um retrato da situação do ataque do besouro na Região Metropolitana. Além disso, nos permite elaborar propostas de trabalho para reduzir o risco oferecido por esse inseto e, mais que isso, garantir a sobrevivência de espécies arbóreas que são fundamentais para a manutenção da qualidade do ambiente urbano”, enfatiza. 
 
A diretora-geral da Agência RMBH, Flávia Mourão, ressalta a importância de se buscar soluções compartilhadas para problemas comuns aos municípios metropolitanos. Segundo ela, no caso do combate e controle do besouro metálico, que traz consequências radicais para as árvores infestadas, a parceria entre Estado, municípios e outros parceiros é fundamental para se evitar o aumento de prejuízos à infraestrutura urbana e à segurança da população metropolitana.

A gerente da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, Mirian Pimentel Mendonça, avalia o resultado do treinamento como muito proveitoso, tendo em vista que o besouro metálico vem avançando para outros municípios e muitas pessoas, principalmente os técnicos que trabalham com arborização, não tinham conhecimento a respeito.

“Essa é uma reunião de informação sobre o inseto e as principais espécies de árvore atacadas e, a partir daí, eles passam a atentar para os ataques de besouro em suas cidades”, afirma.

Programação

Durante o evento, os participantes aprenderam sobre a biologia do Euchroma gigante, as ações utilizadas pela Prefeitura de Belo Horizonte para combater o inseto e técnicas para realizar o inventário da arborização urbana. 
 
Para a bióloga da Prefeitura de Betim, Samira Pimenta, o treinamento foi bastante proveitoso, sobretudo por ter ampliado o debate com pesquisadores e especialistas da área.

“Principalmente, para nós, que somos técnicos da prefeitura, e ficamos mais restritos ao escritório, esse tipo de evento enriquece muito, pois podemos debater com acadêmicos e outros especialistas, que estão à frente das pesquisas na área”, observa. “É uma ótima oportunidade para que possamos nos atualizar e ter as ferramentas para colocar em prática esse conhecimento no nosso município”, complementa. 
 
Ao todo, 11 municípios participaram treinamento. Foram eles: Belo Horizonte, Betim, Nova Lima, Contagem, Santa Luzia, Mateus Leme, Florestal, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, Ibirité e Viçosa. 
 
Exemplo para o Brasil

Para o presidente da Fundação dos Parques Municipais e Zoobotânica de Belo Horizonte, Sérgio Augusto Domingues, o evento de cooperação arbórea entre os municípios é um exemplo para todo o país. 
 
“Esse intercâmbio entre os técnicos das prefeituras incentivado pelo Governo de Minas Gerais (via Cemig), pela Fundação dos Parques Municipais e Zoobotânica de Belo Horizonte e pela Prefeitura de BH é fundamental. Também há a necessidade de ampliar as informações para mostrar para a população o ciclo de vida das árvores. Esse evento é um exemplo para o Brasil, e dá o pontapé inicial para que os municípios se reúnam e possam ratificar suas práticas de conivência com as árvores”, ressalta. 
 
A Cemig realiza, anualmente, várias edições do Circuito Cemig de Arborização em diversas regiões do estado. A companhia pretende inserir o tema do besouro metálico nas próximas edições.

Além disso, o grupo de trabalho formado na RMBH prevê a realização de eventos periódicos para melhorar a capacitação dos técnicos que lidam com a arborização de forma geral.

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