Cachoeira de esgoto continua no Rio Paranaíba; COPASA afirma que trata 97%

A COPASA reconheceu que 20% do esgoto do Residencial Barreiro e 100% do Nossa Senhora Aparecida e Distrito Industrial (I e II) não são tratados.
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Há exatamente um ano atrás, o repórter Igor Nunes flagrou uma cachoeira de esgoto que deságua no Rio Paranaíba. O flagrante aconteceu nos fundos do bairro Residencial Barreiro em Patos de Minas. Na manhã de segunda-feira (06/06), o ambientalista Ivanildo Alves Zica retornou ao local e verificou que a poluição continua.

Ivanildo Zica afirma que a situação é uma afronta ao município e às pessoas que pagam a taxa de esgoto. O ambientalista ainda questionou a informação divulgada pela COPASA que 90% do esgoto é tratado. Ele disse que voltará ao local depois de seis meses, na esperança que o problema tenha sido resolvido.

O Patos Notícias procurou a COPASA na manhã desta terça-feira (07/06). Em nota, a companhia esclareceu que 80% do esgoto do Residencial Barreiro é tratado. Já os 20% restantes dependem da construção de uma rede interceptora, cujas obras dependem de autorização judicial.

A COPASA também alegou que não há tratamento de esgoto nos bairros Nossa Senhora Aparecida e Distrito Industrial I e II. Segundo dados da companhia, 97% do esgoto produzido em Patos de Minas é tratado.

Por determinação da ARSAE, todos os clientes, independente de que haja tratamento ou não, pagam a taxa de esgoto integral em Patos de Minas. Leia a íntegra da nota:

A Copasa informa que, com o início da operação da elevatória 7, em dezembro de 2021, 80% do esgoto do bairro Barreiro, em Patos de Minas, já está sendo coletado e encaminhado para a Estação de Tratamento (ETE).

Os outros 20% encontram-se em áreas de regularização, portanto, a empresa não tem autorização de adentrar a região até que ocorra liberação por parte da Justiça. Serão construídos cerca de 700 metros de uma nova rede interceptora no local tão logo seja permitido o acesso à área.

Em Patos de Minas, a parte baixa do Nossa Senhora Aparecida tem apenas coleta. Para que seja realizado o tratamento, é necessário a construção de uma elevatória. Por se tratar também de área de regularização, a empresa aguarda retorno jurídico para a sua implantação.

No Distrito Industrial I e II existem redes implantadas nos bairros, mas para que entrem em operação é necessário que as elevatórias sejam terminadas. A estimativa é que uma delas seja concluída até o fim de 2022. Para construção da outra, que também está localizada em áreas de regularização, é necessário aguardar um parecer judicial.

A companhia ressalta que tem mantido contato com os órgãos judiciais, e aguarda parecer favorável para execução das intervenções.
Atualmente Patos de Minas trata o esgoto de 62.633 imóveis. Outros 1.520 contam apenas com coleta. Com a construção de novas elevatórias no último ano, a Companhia conseguiu alcançar a margem de 97% do esgoto da cidade tratado.

Em relação às tarifas, a empresa esclarece que, desde o dia 1º de agosto de 2021, a conta foi reajustada nas cidades onde a empresa presta serviços de esgotamento sanitário, além do abastecimento de água. A mudança foi determinada pela Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae-MG). A tarifa deixou de ter a diferença entre quem tinha apenas a coleta e quem tinha coleta e tratamento de esgoto. Agora, a tarifa foi unificada, portanto, todos os clientes pagam pelo serviço de esgotamento.

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