MERCADO IMOBILIÁRIO

Belo Horizonte, recuperação econômica e aumento da demanda por imóveis

Apesar da crise econômica, BH está dando a volta por cima.
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Belo Horizonte
Foto: Breno Pataro/PBH

Houve um período em que várias regiões brasileiras sofreram com a crise que afetava não apenas o Brasil, como o mundo e consequentemente ocorreu uma baixa do mercado imobiliário. No entanto, desde o começo de 2019, é possível observar que algumas cidades estão dando a volta por cima e, imóveis em Belo Horizonte, por exemplo, já estão mais valorizados e procurados pela população.

O ano anterior viveu momentos de insegurança, principalmente por causa do cenário político e econômico. Consequentemente, o mercado imobiliário sofreu com isso, já que as instituições financeiras dificultaram um pouco o acesso ao crédito e a população diminui sua procura por casas e apartamentos, dando prioridade a outras dívidas.

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Crescimento, mesmo na crise

Em análise feita pelo Instituto Data Secovi, com foco em Belo Horizonte, foi possível perceber que houve um crescimento das vendas de imóveis na cidade, tanto residenciais como comerciais. A diferença, quando comparado com 2017, é pequena, porém, a valorização das casas, apartamentos e salas comerciais é notável.

Aos poucos, o consumidor vai voltando a confiar no mercado e compra imóveis, não apenas para morar, mas também para investir. Além disso, encerrado 2018 e definido o cenário político econômico dos próximos 4 anos, aos poucos, as instituições financeiras voltaram a liberar crédito. Com isso, há capital para ser investido.

Aumento da demanda

Devido a crise, houve uma redução na procura por imóveis, o que fez com que as construtoras optassem por investir menos em BH, até que pudessem encontrar um cenário mais concreto e seguro. Quando as pessoas voltaram a buscar por residências à venda, o estoque estava baixo e a demanda acabou sendo maior que a oferta.

A consequência disso foi a valorização de determinados bairros e aumento do preço dos imóveis em Belo Horizonte, tornando este mercado atrativo para se investir. Assim, aos poucos, as construtoras retornam à cidade e escolhem os bairros mais interessantes para construir. Inclusive, o que está em alta são os chamados imóveis de luxo.

BH encerrou 2018 com desvalorização

No começo de 2019, a notícia era de que Belo Horizonte fechou o ano anterior com desvalorização nos imóveis. Isso quando considerado o período de 12 meses, pois a recuperação e o crescimento começaram a ser notados apenas nos dois últimos meses, entre novembro e dezembro de 2018.

No entanto, essa desvalorização poderia ser facilmente explicada pela crise e o aumento do índice de desemprego na cidade. Apesar disso, muitos pesquisadores que acompanham o mercado imobiliário já enxergavam a recuperação que vem sendo observada ao longo de 2019.

Facilidade na obtenção de crédito

Ainda devido a crise, as instituições financeiras estavam colocando muitos empecilhos para quem desejava obter crédito para compra de imóveis, seja através do empréstimo ou de financiamentos. Porém, em 2019 está cenário teve mudanças e obter crédito está um pouco mais fácil.

As pessoas estão se sentindo mais confiantes para adquirir casas e apartamentos à venda em Belo Horizonte, pois sabem que podem contar com essa ajuda dos bancos e financiadoras. 

Foco na classe A e B

Não apenas em BH, mas em várias regiões brasileiras, as construtoras viram uma grande oportunidade nas classes A e B, que quase não são afetadas pela crise econômico-financeira que o Brasil enfrenta. São pessoas que não dependem tanto das instituições financeiras para investir em um imóvel e, portanto, um público atrativo.

Assim, o que se observa atualmente é um aumento na demanda e construção e apartamentos e casas de luxo, com muito espaço, conforto e o máximo possível de facilidade. Afinal, a classe A e B busca imóveis que atendam quase todos os seus desejos, sem que seja necessário deixar o condomínio, por exemplo.

Esses imóveis de alto padrão contam não apenas com portaria 24h e piscina – algo que já era possível ser encontrado anteriormente – mas também com espaço pet, academia e até mesmo spa. Tecnologia também é essencial para as casas e apartamentos de luxo e algo que seus compradores observam logo na primeira pesquisa.

Valor do aluguel

O valor do aluguel, que teve um leve aumento de 2018 para cá, também fez com que algumas pessoas decidissem pela compra de casas em Belo Horizonte. Quem colocou no papel o aluguel e o valor de um financiamento, por exemplo, percebeu que, a longo prazo, se manter alugando um imóvel não é tão benéfico quanto parece.

Assim, famílias decidiram investir e comprar imóveis, mesmo que os preços estejam um pouco mais altos. Então, o aumento do aluguel aliado a maior facilidade de obtenção de crédito contribuiu para que o mercado imobiliário de BH observasse bons sinais de recuperação e um aumento na demanda.

Demanda x oferta x preço

A crise dos últimos anos diminuiu o interesse das construtoras em investir em novos imóveis, tanto para as classes mais altas quanto para as mais baixas. Em contrapartida, o cenário instável de 2018 fez com que as instituições financeiras também reduzissem o número de financiamentos e empréstimos concedidos.

A população também estava insegura e assim foi observado uma queda na demanda e na oferta. Em análise do cenário no ano anterior, a aposta era uma redução nos preços de imóveis, com o intuito de atrair mais interessados. 

Porém, no final do ano começou um pequeno aquecimento do mercado imobiliário, principalmente como consequência do aumento do valor do aluguel. A demanda por casas e apartamentos para vender cresceu, porém, a oferta ainda estava estável. Assim, mesmo com a volta do interesse das construtoras em Belo Horizonte, a oferta de imóveis ainda não conseguia suprir a demanda.

O que vem sendo visto neste momento é que a demanda segue aumentando, mostrando este aquecimento do mercado de BH. Da mesma forma, as construtoras já enxergam oportunidades em classes sociais diversas e têm voltado a construir. No entanto, até que demanda e oferta voltem a estar equilibradas é normal verificar um certo aumento no valor do imóvel.

De qualquer maneira, esse preço mais alto não tem diminuído o interesse da população em adquirir a casa própria. Então, Belo Horizonte realmente ruma para uma recuperação econômica com notável crescimento do mercado imobiliário.

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