Belo Horizonte exibe a 7ª edição do Cinecipó com apoio do Estado

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Realizada com recursos do edital Exibe Minas, da Secretaria de Estado de Cultura, a 7ª edição do Cinecipó – Festival do Filme Insurgente acontece no SESC Palladium até o próximo domingo (17/9). A programação conta com 45 filmes de diversos países, além de produções de todas as regiões brasileiras, entre longas e curtas, que abordam temáticas diversificadas, como étnicos-raciais, gênero, estudantis, feministas, ambientalistas, fundiárias, dentre outras.

Além das exibições, o público é convidado a participar de debates com diretores convidados durante os quatro dias do festival. Confira aqui a programação.

Segundo os organizadores do festival, Cardes Monção Amâncio e Daniela Pimentel, o Cinecipó se interessa por possibilidades, alternativas e múltiplas visões de mundo. Exibe filmes que trazem à superfície narrativas ancoradas na diversidade, que podem colaborar com a nossa formação enquanto povo. Obras capazes de identificar e confrontar focos de poder estabelecidos, bem como criar uns outros novos, o que é ainda mais importante.

O Cinecipó tem sua travessia marcada por uma busca permanente do cinema em sua radicalidade: o filme como recusa à resignação.

Em 2017, o festival apresenta um panorama da produção audiovisual engajada em questões políticas contemporâneas, como as questões levantadas no longa “Lute como uma menina!”, com direção de Beatriz Alonso e Flávio Colombini. O filme traz as histórias de meninas do movimento secundarista que ocuparam escolas em São Paulo e foram às ruas lutar contra um projeto de reorganização escolar imposto pelo governo daquele estado.

A exibição será realizada nesta sexta-feira (15/9), às 19h40 e, na sequência, o público poderá participar de um debate com o diretor do longa.

Um dos curtas da programação é o “Surara – A luta pela terra Tupinambá”, que aborda a auto-demarcação das terras pelos próprios Tupinambás, num ato de resistência pela vida e contra a opressão oligárquica.

Já em “Manifesto Porongos” é feita uma desconstrução da historiografia dita oficial, que considera a Revolução Farroupilha como abolicionista, quando de fato se tratou de um genocídio étnico da população negra.

A historiadora negra Beatriz Nascimento diz que a história brasileira é escrita por mãos brancas, então o cinema é um importante território de escrituras e reescrituras. Os dois filmes serão exibidos neste sábado (16/9), às 15h (a programação completa pode ser acessada no anexo deste release). 

Programação permanente

Além do formato tradicional do Cinecipó, em Belo Horizonte, os organizadores do festival estão preparando atividades extras para o público. Neste mês de setembro, o Cinecipó, em parceria com a M.U.N.A. – Mulheres Negras nas Artes, lança um edital de convocação para jovens artistas negras participarem de uma residência artística.

A residência busca contribuir com a reversão da invisibilização da produção artística negra e convida jovens mulheres a submeterem seus trabalhos, que tenham relação com questões como identidade, raça, representação. Um dos principais interesses da residência é mapear, difundir e fruir de novos discursos no meio das Artes Integradas.

Mantendo-se conectado às suas origens, em outubro, será realizada a edição do festival na Serra do Cipó.

Já em dezembro, o Cinecipó irá promover a mostra “Cinema e resistência: A câmera cidadã de René Vautier”. Será a primeira mostra no Brasil do cineasta que realizou, em 1949, o primeiro filme anticolonialista francês. Será entre os dias 12 e 17, com sessões comentadas por sua filha Moïra Vautier, que também ministrará a oficina “Desafios na Produção de Filmes Politicamente Engajados”.

O Cinecipó

O Cinecipó – Festival do Filme Insurgente – teve sua primeira edição em 2011, na aconchegante Serra do Cipó. A proposta era realizar quatro dias de cinema ao ar livre, na praça e de graça, levando ao público filmes que não têm espaço na mídia convencional.

Até 2015, o festival foi realizado na Serra do Cipó, Lapinha e Santana do Riacho e já realizou mostras em outras partes do Brasil como Pernambuco e Brasília, além de produzir exibições itinerantes no Espaço Comum Luiz Estrela, Quilombo dos Marques, Quilombo do Palmital e escolas públicas.

Além dos filmes, o festival também oferece oficinas, workshops nas áreas de cinema, artes plásticas, música, oficinas voltadas para a questão da sustentabilidade.

Em 2017, o Cinecipó recebeu cerca de 440 filmes Brasil e do exterior. Dos filmes selecionados para esta edição, 44% são dirigidos por mulheres, duplas homem/mulher, coletivos integrados por mulheres e pessoas trans. Desses, 23% são dirigidos exclusivamente por mulheres.

O 7º Cinecipó é patrocinado pelo prêmio “Exibe Minas”, da Secretaria de Estado de Cultura, tem apoio do Prodam – Programa de Desenvolvimento do Audiovisual Mineiro e parceria com o Sesc Palladium.

Serviço

7ª edição do Cinecipó – Festival Internacional do Filme Insurgente

Data: 14 a 17 de setembro

Local: SESC Palladium, Belo Horizonte-MG

Entrada gratuita

Mais informações em: https://cinecipo.com.br/


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Fonte: AGÊNCIA MINAS

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