Atingidos da Barragem de Fundão criticam projeto de reassentamento da Renova

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Mariana (MG) - Ruínas em Bento Rodrigues, distrito de Mariana, dois anos após a tragédia do rompimento da Barragem de Fundão, da mineradora Samarco (José Cruz/Agência Brasil)

Mariana (MG) – Ruínas em Bento Rodrigues, distrito de Mariana, dois anos após a tragédia do rompimento da Barragem de Fundão, da mineradora Samarco (José Cruz/Agência Brasil)

Após dois anos da tragédia de Mariana, em Minas Gerais, atingidos e autoridades denunciam a demora na reconstrução das casas. Em coletiva de imprensa neste sábado (4), a Comissão de Atingidos da Barragem de Fundão e promotores do Ministério Público de Minas Gerais criticaram o projeto de reassentamento feito pela Fundação Renova, financiada pela empresa Samarco. Segundo eles, a proposta da companhia prevê a reconstrução dos imóveis em área de risco.

Na última quarta-feira, o Ministério Público entrou com uma nova ação para garantir o reassentamento e a participação dos atingidos nos projetos. Segundo o promotor do Ministério Público, Guilherme Meneghin, a empresa quer impor um modelo de casa e a reconstrução em áreas de risco.

“Eles querem impor modelo de casa, impor reconstrução em área de risco. Respeite a participação das vítimas. A nova ação é para regular e garantir o reassentamento e a participação das vítimas”, disse o promotor.

A Comissão de Atingidos defende que a população tem direito de ser reassentada em um local seguro.

Desde 2015, o Ministério Público estadual já protocolou 19 ações na Justiça, sendo 17 ações civis e 2 criminais. Além disso, órgãos federais avaliam e acompanham o impacto da lama nos animais da região.

Em nota, a Fundação Renova, instituição responsável pela reconstrução e financiada pela Samarco, informou que nas cidades de Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo e em Barra Longa, onde vivia a comunidade de Gesteira, os terrenos e projetos urbanísticos foram apresentados às populações e aprovados pela maioria.

Em Bento Rodrigues, no entanto, a Renova disse que o projeto passou por ajustes a pedido dos órgãos reguladores. Então, duas alternativas de ocupação serão apresentadas para a comunidade. Ainda segundo a instituição, a entrega das residências e dos equipamentos públicos de Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo e Gesteira está prevista para o primeiro semestre de 2019.

 


Problemas em visualizar essa matéria? Clique aqui e confira a íntegra.


Fonte: Agência Brasil

QUAL SUA OPINIÃO ? COMENTE!

0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
A responsabilidade pelo comentário é totalmente de seu respectivo autor. Comentários com 15 votos negativos a mais que positivos serão removidos automaticamente. Para denunciar um comentário ofensivo clique na bandeira vermelha.

NOTÍCIAS RELACIONADAS

REPORTAR ERRO

Sua privacidade é muito importante pra nós! Usamos cookies, rastreadores, para exibir anúncios e conteúdos com base em suas preferências. Os cookies não permitem acesso a informações particulares, como nome, endereço, etc. Conheça nossa política de privacidade e nossos termos de uso.