ATENÇÃO: Prevenção é essencial para evitar contágio durante o feriado

“Fique em casa, não aglomere, não receba amigos. É época de esforço para preservar vidas. Não há tempo de arrependimento”, pediu Fábio Baccheretti, Secretário de Estado de Saúde.
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Foto: Gil Leonardi / Imprensa MG

O feriado de Semana Santa, que começa nesta quinta-feira (1/4), deverá ser de isolamento social e restrições à população. O secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti, ressaltou em coletiva à imprensa que o estado enfrenta o pior momento da pandemia em relação ao número de óbitos e de ocupação de leitos de UTI. Por isso, é fundamental que a sociedade entenda a necessidade de se cumprir as medidas impostas pela onda roxa do plano Minas Consciente.

“Feriados sempre foram experiências muito ruins em relação à pandemia. Em outros momentos a incidência se elevou duas semanas após os feriados. A nossa expectativa é diferente (na Semana Santa), uma vez que estamos na onda roxa, os hotéis não funcionam, há restrições de circulação nos horários noturnos e apenas o essencial fica aberto. O papel de cada um é que vai determinar o sucesso ou não deste momento”, afirmou o secretário.

Ainda segundo Baccheretti, “qualquer reunião familiar que aglomere pessoas aumenta em muito o risco de contaminação. A gente entende o momento que cada um vive, mas não há tempo de arrependimento. O vírus vem circulando de forma intensa na sociedade. Fique em casa, fique com seu núcleo familiar, não vá à casa de parentes, não receba amigos. Não é época para isso, é época de um esforço conjunto para preservar vidas”, alertou, na coletiva desta quarta-feira (31/3).

Kit intubação

A maior preocupação da Secretaria de Estado da Saúde, hoje, é em relação ao estoque de medicamentos do chamado kit intubação, necessário para realizar o procedimento. Segundo o secretário, esse é o maior gargalo para a abertura de novos leitos.

“Ainda não recebemos todo o quantitativo prometido para o Estado. O que mais vem nos preocupando é a lentidão da distribuição desses medicamentos pelo governo federal. Neste momento, a gente vem distribuindo a conta-gotas porque não termos grande estoque. Temos para garantir três dias de medicamento. É uma situação muito complexa”, afirmou Baccheretti, citando que há expectativa de recebimento dos insumos nos próximos dias pelo Ministério da Saúde.

Contratação de profissionais

Outro ponto que dificulta a abertura de novos leitos, segundo o secretário, é a falta de recursos humanos. A aprovação do PL 2.591/2021 nessa terça-feira (30/3), pela Assembleia Legislativa, poderá auxiliar nesse processo, uma vez que a proposta autoriza a convocação de profissionais voluntários, estudantes da área de saúde, entre outros.

O secretário lembrou que a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) já realizou mais de 70 chamamentos públicos para a contração de profissionais e que, mesmo com o aumento da remuneração e a ampliação das especialidades, ainda há dificuldade.

“Muitos contratados trabalham em dois ou três hospitais e não têm mais disponibilidade. Prevemos conseguir ampliar o número de leitos com a nova gama de profissionais a serem contratados (a partir do projeto)”, pontuou.

Abertura de leitos

Conforme o secretário, está em processo de abertura na rede Fhemig mais 40 leitos de UTI para a região Central. Na última semana, 33 leitos foram abertos na mesma localidade. Existe a tentativa de abertura de mais unidades em diversas regiões, especialmente Oeste e Vale do Aço, que têm a situação mais grave da pandemia.

“Minas tinha 2.200 leitos, hoje são mais de 4.500. Nunca se teve tanto leitos. Só de enfermaria eram 7 mil e hoje são 20 mil leitos. Mas lembrando que o crescimento da doença é muito maior que a capacidade de abertura de leitos, pela escassez de recursos humanos e pela recente escassez de insumos”, ressaltou o médico.

Impacto da vacinação

Baccheretti ainda destacou que a vacinação é o único caminho para o controle da pandemia a longo prazo. Dados da Secretaria de Estado de Saúde demonstram que a internação de pacientes acima de 85 anos já reduziu após a vacinação desse grupo prioritário.

“Devemos colher frutos naqueles acima de 70 anos dentro de 35 dias, que é o prazo de imunidade esperada. Em meados de maio poderemos sentir redução ainda maior no número de idosos internados”, concluiu o secretário, citando a perspectiva de que Minas receba, nos próximos dias, o maior lote de imunizantes do Ministério da Saúde.

QUAL SUA OPINIÃO ? COMENTE!

0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
A responsabilidade pelo comentário é totalmente de seu respectivo autor. Comentários com 15 votos negativos a mais que positivos serão removidos automaticamente. Para denunciar um comentário ofensivo clique na bandeira vermelha.

NOTÍCIAS RELACIONADAS

REPORTAR ERRO

Sua privacidade é muito importante pra nós! Usamos cookies, rastreadores, para exibir anúncios e conteúdos com base em suas preferências. Os cookies não permitem acesso a informações particulares, como nome, endereço, etc. Conheça nossa política de privacidade e nossos termos de uso.