Após críticas, Falcão sinaliza flexibilização e afirma “não faremos a covardia de fechar tudo”

Ele justificou a interdição de três bares durante o final de semana. Citou que "a não fiscalização" pode trazer punições para a prefeitura.
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Falcão
Durante a campanha eleitoral, Falcão se posicionou contra um eventual lockdown em Patos de Minas
Foto: Lélis Félix (Patos Notícias)

O prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão (PODEMOS), usou suas redes sociais para defender a flexibilização das atividades econômicas após ser criticado pela interdição de três bares durante o final de semana.

Na nota publicada no final da noite do último domingo, 24 de janeiro, Falcão diz que o objetivo não é “interferir nas atividades de ninguém, muito menos fechar”. O prefeito sinaliza uma flexibilização com a abertura de outros segmentos da economia: “nos próximos dias iremos liberar mais atividades, mas pra isso precisamos da colaboração de todos”.

Segundo o próprio prefeito, mais de 70% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) estão ocupados após os números da COVID-19 crescerem consideravelmente. Ele justifica a interdição dos bares como uma forma de justiça: “não é justo que muito, como o setor de eventos, as escolas, vans escolares, etc, fiquem sem trabalhar, que tantos outros mantenham seus estabelecimentos funcionando com os protocolos […], e alguns descumpram essas normas e a legislação municipal”.

Falcão informa que convidou os representantes dos estabelecimentos reincidentes para uma reunião. Na oportunidade foram apresentados e debatidos os protocolos e demais normas da legislação municipal.

Ainda em tom de justificativa, o prefeito destaca: “a não fiscalização pode acarretar sanções para o município, uma vez que este também é fiscalizado e cobrado pelo Ministério Público”. Sobre as denúncias afirmou que todas estão sendo analisadas, apesar do baixo número de fiscais, e que não irá fazer “a covardia de fechar tudo”.

Ao final ele conclui: “para que todos possam trabalhar, todos precisam colaborar. O momento é difícil, mas precisamos enfrentá-lo. Logo estaremos vivendo um momento muito melhor”.

Leia a íntegra da nota:

Neste momento o número de infecções preocupa, estamos com mais de 70% dos leitos de UTI públicos e privados ocupados. A única maneira de manter todas as atividades funcionando é contar com a colaboração de todos. Não é justo que muitos, como o setor de eventos, as escolas, vans escolares, etc, fiquem sem trabalhar, que tantos outros mantenham seus estabelecimentos funcionando com os protocolos, com menor número de clientes, e alguns descumpram essas normas e a legislação municipal.

Excesso de público, pessoas aglomerando sem máscara, mesas sem o distanciamento correto e principalmente a reincidência em notificações pela vigilância sanitária, tudo isso contraria os protocolos e a lei municipal.

É chato, desagradável, não é o ideal, mas é a maneira que se estabeleceu para manter tudo aberto. Nesta semana nós convidamos os estabelecimentos reincidentes para uma reunião na prefeitura, debatemos os protocolos, mostramos a legislação e pedimos a colaboração de todos.

Importante ressaltar que a não fiscalização pode acarretar sanções para o município, uma vez que este também é fiscalizado e cobrado pelo Ministério Público.

A prefeitura não tem um grande número de fiscais e está contando com o apoio da PM. Todas as denúncias recebidas estão sendo processadas. Não há privilégio ou vista grossa. Não faremos a covardia de fechar tudo.

Vale repetir: para que todos possam trabalhar, todos precisam colaborar. O momento é difícil, mas precisamos enfrentá-lo. Logo estaremos vivendo um momento muito melhor.

INTERDIÇÃO DE BARES

Na última semana, Falcão anunciou uma intensificação da fiscalização sanitária para verificar o cumprimento dos protocolos de prevenção contra a contaminação pelo novo coronavírus.

Na sexta-feira (22/01) um bar reincidente na fiscalização foi interditado na Avenida Marabá. Os fiscais constaram clientes aglomerados e de pé.

Sábado (23), dois bares, um na Avenida Padre Almir e outro na Major Gote, foram interditados após os fiscais verificarem infrações, como por exemplo falta de distanciamento entre as mesas. Os três estabelecimentos ficarão fechados por 15 dias e terão que pagar uma multa de R$ 433,00.

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