
Agentes de Combate às Endemias que atuam em Patos de Minas e região concluíram, nesta quarta-feira (11/3), uma capacitação que permite a adoção de mais uma estratégia no enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya: o uso da permetrina.
O inseticida é aplicado por meio de um equipamento composto por um botijão que armazena o produto e fica acoplado a uma bomba com bico aspersor. A aplicação tem como objetivo eliminar o mosquito na fase adulta e ocorre dentro dos imóveis.
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A referência técnica em aplicação de inseticidas da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Bruno Eugênio de Nazaré Santos, explicou que a estratégia está sendo intensificada em todo o estado durante o período sazonal das arboviroses. Segundo ele, a medida busca eliminar o mosquito na fase adulta e conter possíveis epidemias. Atualmente, já é utilizada a bomba costal do tipo Ultra Baixo Volume (UBV) para bloqueio fora das residências.
Durante a aplicação da permetrina, a recomendação é que um Agente Comunitário de Saúde acompanhe a equipe para orientar os moradores. Apesar de não apresentar cheiro, o produto exige cuidados durante o uso.
A utilização do inseticida é considerada uma das últimas estratégias no combate ao Aedes aegypti, e a liberação para aplicação nos municípios ocorre após análise técnica.
O coordenador da Vigilância em Saúde da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Patos de Minas, Raphael Rodrigues Porto, destacou a importância das ações preventivas. Entre elas estão a eliminação de possíveis criadouros do mosquito, o trabalho conjunto com agentes de endemias, o uso de drones para mapeamento de áreas de risco e a vacinação do público elegível.
Além da Jornada das Arboviroses realizada no final de 2025, a SRS Patos de Minas desenvolve outras ações de enfrentamento. Nas últimas semanas foram realizados o Dia D de mobilização, capacitações sobre aplicação de inseticida e treinamento sobre manejo clínico.
De acordo com a superintendente regional de saúde de Patos de Minas, Maíra Lemos de Castro, a qualificação dos profissionais é fundamental para reduzir a letalidade. A capacitação reforça os protocolos atuais de atendimento e inclui estudos de casos clínicos voltados ao atendimento de pacientes suspeitos e confirmados de dengue e chikungunya, diante da circulação do sorotipo 3 da dengue na região.













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