Acnur e parceiros pedem US$ 64 milhões para integrar refugiados em Angola

Compartilhe

COMPARTILHE NAS REDES SOCIAIS!
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Refugiados da região de Kassai, na República Democrática do Congo, chegam a Lóvua, no norte de Angola

Refugiados da República Democrática do Congo chegam a Lóvua, no norte de Angola Acnur/Rui Padilha

A Agência da ONU para os Refugiados (Acnur) está solicitando US$ 64 milhões para apoiar esforços do governo angolano na sua província de Lunda Norte, que acolhe mais de 35 mil refugiados congoleses. As necessidades incluem proteção, saúde, higiene, educação e abrigo. A ajuda é necessária para responder à emergência dos refugiados vindos da região do Kassai na República Democrática do Congo, RD Congo.

As 53 vilas montadas para abrigar os congoleses podem ser expandidas com o montante solicitado, que também prevê a preparação para um eventual novo influxo de pessoas do território congolês. A movimentação de cidadãos do Kassai para Angola começou há um ano.

A ONU News conversou esta quinta-feira (29) com a encarregada de Relações Externas da Acnur em Angola, Margarida Loureiro, que declarou que o valor pode melhorar a integração entre os nacionais e os refugiados.

Saiba Mais

“Os doadores tiveram uma generosidade imensa. Eles doaram praticamente US$ 30 milhões quando  a situação era de emergência e houve um influxo de 30 milhões de pessoas para uma província que não estava preparada. A população e o governo angolanos agiram sem meios e deram tudo o que tinham de forma excepcional. Agora, mais do que nunca, esses fundos vão permitir que se passe de uma situação de emergência para de desenvolvimento.”

Lóvua

A Acnur lançou o apelo por fundos junto com 22 agências das Nações Unidas e não-governamentais parceiras. Margarida Loureiro explica por que novos empreendimentos em áreas como o assentamento do Lóvua, no norte de Angola, seriam benéficos tanto para os angolanos como para os recém-chegados.

“Existe um influxo de refugiados e a população local também é afetada com esta emergência. A Acnur e parceiros apoiam o desenvolvimento dessa comunidade local, seja com infraestruturas, acesso à água e à educação. Já iniciaram as aulas e construímos quatro escolas. São estruturas provisórias, mas seguras, para que as crianças não estejam debaixo de árvores. A população local também usufrui destas condições,” disse Margarida Loureiro.

No lançamento do apelo, em Luanda, o Escritório do Coordenador Residente da ONU em Angola declarou ao corpo diplomático que a generosidade é essencial para garantir várias necessidades dos refugiados, como proteção, saúde, higiene, educação e abrigo.

Angola já acolhe mais de 35 mil congoleses que procuraram abrigo no país. O novo pedido para ações em prol de refugiados faz parte de um apelo regional de US$ 504 milhões para dar resposta à crise congolesa.

Dos cerca de 25 mil cidadãos da RD Congo que recebem assistência alimentar em Angola, 77% são mulheres e crianças.

Edição: Augusto Queiroz

FONTE: Agência Brasil

🔔 ATIVAR NOTIFICAÇÕES

QUAL SUA OPINIÃO? COMENTE!

Os comentários não representam a opinião do Patos Notícias. A responsabilidade pelos comentários é dos respectivos autores.

NOTÍCIAS RELACIONADAS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

NEWSLETTER

REPORTAR ERRO

Sua privacidade é muito importante pra nós! Usamos cookies, rastreadores, para exibir anúncios e conteúdos com base em suas preferências. Os cookies não permitem acesso a informações particulares, como nome, endereço, etc. Conheça nossa política de privacidade e nossos termos de uso.