ABTO usa esperas telefônicas de empresas em nova campanha pela doação de orgãos

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‘Vozes da Espera’ visa conscientizar sobre o impacto do tempo nos pacientes que aguardam a sua vez na fila; 34,5 mil pessoas esperam por um transplante no país

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 Foto: Divulgação
Os 34,5 mil brasileiros que esperam por um órgão sabem o quanto é difícil encontrar o doador ideal. Embora o país tenha registrado um pequeno aumento de doadores efetivos, de 2.854, em 2015, para 2.981 em 2016, o número ainda está abaixo da meta de 16 doadores por milhão.
Para ressaltar a importância da doação de órgãos, a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), em parceria com o Grupo RÁI, um dos maiores grupos independentes de comunicação do Brasil, lança a campanha ‘Vozes da Espera’. 
A ação utiliza um ponto de vista pouco abordado sobre a doação de órgãos ao mostrar a angústia de quem aguarda por um órgão para transplante. Como exemplo da dimensão desse tempo, as mensagens de espera telefônica de grandes empresas do país foram substituídas por histórias contadas por pacientes, na voz deles mesmos, tranquilizando o ouvinte. Afinal, enquanto do outro lado da linha a espera será breve, a destas pessoas já dura anos e sem a previsão de ter um fim.
De acordo com o presidente da ABTO, Dr. Roberto Manfro, o assunto ainda é um tabu no Brasil. “No ano de 2016, 43% das famílias brasileiras negaram à doação dos órgãos de seus familiares com morte encefálica. Mais de 2 mil pessoas que estavam na fila, morreram. E as centrais estaduais de transplantes identificaram 10.158 pessoas que tiveram morte encefálica e poderiam doar”, explica. 
Os números, de fato, são impressionantes e revelam também o desconhecimento dessa realidade. “Nós temos dezenas de milhares de pessoas esperando por um órgão a ser transplantado. A Associação Brasileira de Transplante de Órgãos tem como objetivo principal educar a população e instrumentalizar a sociedade no sentido de o quão importante é a doação e o quão importante são os transplantes”, complementa o executivo da ABTO.
A campanha visa desmistificar a doação de órgãos. A falta de informação, a recusa familiar ou questões religiosas estão entre os fatores responsáveis pela demora do transplante no país. “Muito se fala sobre a doação em si. Mostrar que o tempo é precioso para quem aguarda um novo órgão chamará a atenção para este ponto pouco explorado: a longa espera dos pacientes”, afirma o VP de Criação da RÁI, Maurício Cavalcanti.
Com criação de Ben Araújo e Vinicius Bertollini, da RÁI, a ação disponibiliza em seu hotsite http://www.vozesdaespera.com.br os vídeos completos das histórias dos pacientes, onde é possível assisti-los e compartilhá-los, bem como esclarecer dúvidas frequentes sobre a doação de órgãos, declarar-se um doador e até disseminar a própria atitude. Além disso, o site permite que empresas que tenham o interesse em implementar as vozes dos pacientes em seus sistemas de atendimento façam o download ali mesmo.
Déborah Santos
Triângulo Notícias
04/04/2017

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