Um macaco encontrado morto perto da comunidade dos Moreiras, na zona rural de Patos de Minas, testou positivo para febre amarela. A diretora de Vigilância em Saúde, Lilian Marinho, divulgou o resultado em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (6/11). O Centro de Controle de Zoonoses recebeu o chamado em 1º de outubro, recolheu o animal e o encaminhou para exames na Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte.
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Após a confirmação, equipes voltaram à comunidade e fizeram buscas, mas não encontraram outros primatas mortos. Agentes de saúde também conferiram os cartões de vacinação de moradores da região. Lilian informou que um caso humano suspeito foi notificado recentemente em Patos de Minas e ainda não havia sido confirmado.
Não mate nem tente capturar macacos. O médico veterinário Rafael Araújo reforçou que os primatas também são vítimas da febre amarela. A transmissão ocorre pela picada de mosquitos infectados. Se encontrar um macaco morto, cambaleando ou com dificuldade para subir em árvores, mantenha distância e acione o Centro de Controle de Zoonoses pelo telefone ou WhatsApp (34) 3822-9624.
Sintomas exigem atenção. Lilian alertou que a febre amarela pode se agravar rapidamente e que os sintomas podem ser confundidos com os da dengue. Entre os sinais citados pela diretora estão dor de cabeça intensa, dor abdominal forte, vômitos e urina ou fezes escurecidas. Quem apresentar esses sintomas deve procurar atendimento em uma unidade de saúde.
Vacinação é a principal medida de prevenção. Segundo Lilian, a cobertura vacinal no município passou de 60% para 80% após uma ação de vacinação, mas ainda está abaixo da meta de 95%. A orientação é levar o cartão de vacinação à unidade de saúde para conferir as doses e atualizar a proteção, se necessário. A diretora pediu atenção especial ao calendário infantil, que prevê uma dose aos nove meses e um reforço aos quatro anos.















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