7º Prêmio do Cerrado Mineiro elege os melhores cafés de 2019

Evento de premiação da única Denominação de Origem para Cafés no Brasil acontece dia 30 de outubro, em Uberlândia.
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7º Prêmio Região do Cerrado Mineiro elege os melhores cafés de 2019
Foto: Divulgação (Prefácio Comunicação)

Está chegando a 7ª edição do Prêmio Região do Cerrado Mineiro, que irá eleger os melhores cafés da safra 2019. Ao todo, 198 amostras estão concorrendo à premiação deste ano. Os vencedores serão conhecidos no próximo dia 30 de outubro, na Casa Garcia, na cidade de Uberlândia. Serão premiados os dez finalistas da Categoria Natural e cinco da Categoria Cereja Descascado. Todas as informações estão disponíveis em www.cerradomineiro.org/premio

Principal plataforma de promoção dos cafés e dos produtores da única Denominação de Origem para Cafés no Brasil, o Prêmio Região do Cerrado Mineiro é promovido pela Federação dos Cafeicultores do Cerrado e conta com apoio do Sebrae e patrocínio oficial da Syngenta e os patrocínios de Sicoob, Rabobank, Case IH, Pinhalense e Investbras.  O evento reúne produtores, compradores, importadores, exportadores e diversos veículos de imprensa, em um encontro que já se tornou tradicional na região.

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Na edição deste ano, também serão premiadas iniciativas sociais, ambientais e educacionais. O troféu Ético e Rastreável irá nomear projetos de produtores finalistas, sejam eles na área ambiental, social ou de boas práticas agrícolas. Eles serão julgados por uma banca de especialistas. Outra novidade é o troféu Escola de Atitude, que premiará iniciativas pedagógicas de escolas do cerrado mineiro que tenham ações transformadoras e influentes na vida de crianças e adolescentes. 

7º Prêmio Região do Cerrado Mineiro elege os melhores cafés de 2019
Foto: Divulgação (Prefácio Comunicação)

“Além de promover a origem “Região do Cerrado Mineiro” e seus produtores, o Prêmio busca incentivar a produção de cafés éticos, rastreáveis e de alta qualidade, integrando os produtores às pessoas envolvidas no processo de produção”, destaca o gerente do Sebrae Minas na regional Noroeste e Alto Paranaíba, Marcos Geraldo Alves. Segundo ele, a premiação é a ação mais importante do Sebrae na região, pois busca desenvolver novos negócios e conectar os produtores aos compradores e consumidores de café.

Para o superintendente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Juliano Tarabal, a premiação é uma grande festa de celebração da safra e de toda a cadeia do café do cerrado mineiro. “As nossas expectativas são as melhores possíveis. Tivemos um ano de muitos desafios na produção, e mesmo assim os produtores se empenharam em enviar suas amostras para participar do evento. O Prêmio é um momento institucional importante para a região do cerrado mineiro, que nós aproveitamos para promover os resultados e as conquistas que a Federação e a Fundaccer (Fundação de Desenvolvimento do Cerrado Mineiro) vêm obtendo na promoção e no desenvolvimento da Denominação de Origem Região Cerrado Mineiro”, destaca.

Premiação e leilão

O primeiro lugar de cada modalidade receberá R$1.980,00 por saca de 60 quilos; o segundo R$1.540,00 e o terceiro recebe R$1.320,00 por saca. A comercialização dos 15 lotes finalistas será feita em dois modelos: parte dos lotes das três primeiras colocações, das duas categorias, será reservada ao mercado brasileiro, sendo comercializada, antecipada e exclusivamente para cafeterias e uma torrefação nacional. As demais colocações, bem como o restante dos lotes dos três primeiros lugares de cada categoria, serão levadas a leilão que acontecerá ao vivo, após a revelação dos vencedores.

No leilão, o valor do lance mínimo para os lotes dos três primeiros lugares será de R$1.980,00 para o primeiro lugar; R$1.540,00 para o segundo lugar e R$1.320,00 para o terceiro lugar das duas categorias. Já o lance mínimo das demais colocações será de R$880,00 a saca de 60 quilos. Na última edição, o campeão da categoria natural teve seu lote arrematado por R$19 mil a saca.

Café do Cerrado Mineiro 

Produzido em 55 municípios das regiões do Alto Paranaíba, Triângulo e Noroeste de Minas Gerais, o Café da Região do Cerrado Mineiro é o único com Denominação de Origem (DO) reconhecida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). 

O café se caracteriza por ser cultivado em um território singular, com perfeita definição das estações climáticas – verão quente e úmido e inverno ameno e seco.  Os cafeeiros são cultivados em áreas com altitude que variam entre 800 e 1300 metros, o que resulta em cafés com identidade única e de alta qualidade. 

Atualmente, a participação da região na produção nacional de café corresponde a 12,7% da safra anual. Em Minas Gerais, o café do cerrado representa 25,4% da produção estadual, com uma produção média de seis milhões de sacas por ano.

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