João Pinheiro 

271 trabalhadores são resgatados em condições análogas a escravidão

A operação conduzida pelo Auditoria Fiscal do Trabalho, o MPT/MG e as Polícias Federal e Rodoviária Federal.
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Trabalhadores resgatados em trabalhos análogo à escravidão.
Foto: MPT/MG

João Pinheiro (MG) – Os 271 trabalhadores resgatados em três fazendas de produção de cana de açúcar, para abastecimento de usina na região de João Pinheiro (MG), estavam trabalhando submetidos a condições degradantes. Desde segunda-feira, 24/01, a equipe de fiscalização integrada pelo Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais (MPT-MG), a Auditoria fiscal do Trabalho (AFT) e agentes das Polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF) estão colhendo depoimentos e apurando os valores devidos a cada um dos 271 trabalhadores.

A operação deverá ser concluída até o final desta semana, tendo como resultados imediatos a quitação de todas as verbas rescisórias de cada trabalhador, que, somadas, devem ultrapassar R$ 5 milhões. Cada trabalhador vai receber indenização a título de reparação de danos morais individuais e a empresa vai pagar também indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 400 mil. Os empregadores firmaram Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) assumindo obrigações de adequar as condições de trabalho no empreendimento para receber futuros empregados.

“A condição degradante, que configura exploração de trabalho análogo à escravidão, foi caracterizada pela ausência de refeitório, sendo os trabalhadores obrigados a fazer refeição a céu aberto, assentados pelo chão; eles também não tinham acesso a sanitários, estavam abrigados em alojamentos superlotados e alguns deles com teste positivo para Covid-19”, descrevem os procuradores do MPT que compõem a equipe de fiscalização.

A partir de hoje, os trabalhadores começam a retornar para as suas cidades de origem – Paraíba, Piauí, Pernambuco, Maranhão e Bahia – com despesas pagas pelo empregadores.

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Amilton Casagrande
28/01/2022 17:35

Hoje em dia se aproveita muito das pessoas. E buscam trabalhadores nós Estados do nordeste. Podem buscar sim, mas ofereçam uma qualidade de vida também. Comida boa e sanitários higienizados. Depois de um dia duro de trabalho a pessoa também tem que ter um lugar decente pra descansar. Muitos empregadores, são oportunistas. MP…neles!!!

Pacheco
28/01/2022 16:47

Hoje em dia é muita frescuragem e por isto que as empresa não conseguem sobreviver tem tanta gente fresca dizendo que é trabalho escravo.
Então pega eles todos e leva para uma empresa é dê serviço pra eles.
Trabalho pesado é assim mesmo.
Hoje em dia povo querendo ganhar sem fazer nada

Tião carreiro
Responder a  Pacheco
29/01/2022 00:24

Condições análogas a escravidão, você precisa aprender interpretar, ou ler toda a matéria antes de comentar… uma empresa dessas aí deve ter sido aonde o Lula perdeu o dedo, eh cada uma em Brasil. Tomara que a multa seja grande, para poderem dar valor no ser humano.

Luiz Enrique
Responder a  Pacheco
29/01/2022 21:42

O trabalho é pesado, mais sem café da manhã só com uma marmita no almoço e outra na janta sem café da tarde,e o alojamento muito ruim fica difícil, Varjão de Minas tem muita empresa q aproveita das pessoas principalmente as casas de material de construção, meninos de menor com recebendo 900 reais para começar sete e ir até escurecer

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