13º salário, restituição de IR, FGTS e PIS – o que fazer com verbas extras

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13º salário, restituição de IR, FGTS e PIS
Foto: Reprodução

Nos últimos meses, os brasileiros foram rodeados de diferentes formas para obterem verbas extras e, é claro, muitos já começam a pensar no que fazer com esse dinheiro, que certamente chegará em boa hora. Mas é preciso planejamento para não “queimar” o dinheiro com gastos supérfluos. São várias as oportunidades:

13º salário para aposentados

Os aposentados já receberam a antecipaçãoda primeira parcela do 13º para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que corresponde a 50% do valor do benefício, entre 26/08 a 06/09. Daqui a alguns meses será a vez dos trabalhadores do Regime CLT.

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Foram liberados nessa antecipação para os aposentados cerca R$ 21,9 bilhões, beneficiando cerca de 30 milhões de segurados. Para aqueles que têm desconto do Imposto de Renda, o valor será abatido apenas na segunda parcela, que será paga junto com o benefício de novembro.

Restituição do Imposto de Renda

A Receita Federal já vem liberando também os pagamentos dos lotes de restituições do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2019 (ano-base 2018). Esses valores contemplam quem transmitiu a declaração até 6 de abril e as consultas podem ser feitas pelo site da Receita Federal, pelo Receita Fone, no número 146, ou então pelos aplicativos para smartphones e tablets.

Saques do FGTS

Também a Caixa Econômica Federal está loberando os saques das contas ativas e inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), desde o dia 13 de setembro, para trabalhadores que já tinham uma conta poupança aberta na Caixa até o dia 24 de julho. Nesse caso, o valor será depositado automaticamente na conta.

Para quem não possui conta na Caixa, os saques começam a ser liberados a partir do dia 18 de outubro e ficarão disponíveis até 31 de março de 2020. A data do saque vai depender do mês de aniversário do trabalhador.

A nova regra libera até R$500,00 de cada conta que o trabalhador possuir (ativa ou inativa). Lembrando que esse saque não impede de retirar o valor integral do FGTS em caso de demissão sem justa causa.

Já no caso do saque-aniversário, será possível fazer saques anuais de suas contas a partir de abril de 2020. Porém, quem optar por essa modalidade não poderá fazer o saque total da conta em caso de demissão sem justa causa, por outro lado continuará com direito a receber a multa de 40% sobre o valor total da conta.

Quem fizer essa opção e decidir mudar posteriormente, só poderá retornar à modalidade anterior após dois anos. Quem pretende migrar para o saque-aniversário poderá comunicar a Caixa a partir de 1º de outubro.

Fundo PIS/Pasep

Por fim, os saques dos recursos das cotas do Fundo PIS/Pasep também foram liberados para aqueles que trabalharam com carteira assinada na iniciativa privada ou servidores públicos civis e militares entre 1971 e 1988.

Essa modalidade é diferente do abono salarial PIS/Pasep, pois é pago somente uma vez, zerando o saldo. No abono, o valor é pago todos os anos para o trabalhador com carteira assinada e que tenha recebido até dois salários mínimos por mês.

As contas do PIS, para trabalhadores do setor privados, podem ser consultadas na página da Caixa Econômica Federal na internet, já no caso do Pasep, para servidores públicos civis ou militares, a consulta deve ser feita através do site do Banco do Brasil.

O que fazer?

Diante de tantas formas de conseguir um dinheiro extra, fica a dúvida sobre o que fazer com esse dinheiro. O especialista em educação financeira do canal Dinheiro à Vista, Reinaldo Domingos, mostra algumas situações e orienta:

Para quem tem dívidas – Quem estiver com financiamentos ou dívidas no cheque especial ou no cartão de crédito, deve estabelecer uma estratégia para eliminar o problema. Essas devem ser as primeiras dívidas a serem combatidas, já que as taxas de juros são mais altas do que a lucratividade de qualquer aplicação segura.

Caso o valor resgatado seja suficiente para quitar a dívida em atraso totalmente, é interessante agir dessa forma. Mesmo assim, é válido negociar e conseguir descontos, diminuindo grande parte da dívida, para então fazer o pagamento à vista. Por outro lado, se não for para quitar 100% da dívida, é mais interessante investir o valor e para ter força para negociar no futuro.

Para quem tem reservas ou é investidor – para quem já tem o hábito de poupar ou pretende potencializar esse dinheiro, é importante estabelecer sonhos e objetivos para “carimbar” esse dinheiro de acordo com o prazo, que irá fazer toda a diferença.

Os de curto são aqueles que se pretende realizar em até um ano. Para esses, é interessante aplicar em caderneta de poupança, pois, quando necessitar, terá a disponibilidade de retirar sem pagar taxas, imposto de renda ou perder rendimentos.

– Sonhos de médio prazo abrangem um período de um a dez anos. São aqueles que não ocorrem imediatamente, mas conseguimos visualizar a realização em um período não tão longo. Para estes são interessantes linhas que tenham prazos pré-estabelecidos no período do sonho a ser realizado. Dentre as opções, recomendo Tesouro Direto, CDB, Fundo de Investimentos, Título do Tesouro e ouro. Neste caso, o melhor é pesquisar em, pelo menos, três instituições financeiras de grande porte;

– Já os sonhos de longo prazo, são aqueles que a maioria das pessoas acredita que não irá realizar, por representar algo muito distante. O tempo destes sonhos é acima de dez anos, o que faz com que muitos desanimem antes mesmo de começar. Mas afirmo: seja qual for o seu sonho, ele é factível de ser realizado, no entanto, é preciso perseverança e começo imediato. Para estes sonhos, recomendo investir em Tesouro Direto, previdência privada e ações. No caso de investimento em ações, o melhor é investir, no máximo, 20% do dinheiro total com essa finalidade, isto porque existe grande risco, já que depende do desempenho da empresa na qual investe.


Reinaldo Domingos está à frente do canal Dinheiro à Vista. É Doutor em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin –www.abefin.org.br) e da DSOP Educação Financeira (www.dsop.com.br). Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller Terapia Financeira.

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