Okja: a nova aposta da Netflix para os cinemas

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Imagem: reprodução

Coreia outra vez: Tenho assistido a muitas obras sul-coreanas. Os filmes não são tão acessíveis quanto os famosos dramas, as legendas geralmente estão em inglês. Para o público brasileiro geral que não é muito fã de legendas, os filmes feitos pela Coréia do Sul são completamente desconhecidos.

Mas, são histórias competentes. Para quem sabe procurar, o cinema asiático tem muito a oferecer. Okja é um exemplo de como o oriente sabe desenvolver bem uma trama, caminhando entre tons de fábula e horror.

- Continua depois da publicidade -

Sobre garotinhas e porcas gigantes: Okja é uma produção Netflix, sul-coreana/americana, com direção de Joon-Ho Bong (Expresso do Amanhã). O filme conta a história de Mija, uma menina que vive nas montanhas sul-coreanas com seu avó, e Okja, uma porca gigante criada em laboratório por uma grande corporação. Essa espécie criada possuí o objetivo de ser o novo grande produto para o mercado cada vez mais consumista. Mija passa dez anos criando Okja, e a Mirando Corporação aparece para separá-las, e levar a porca ao matadouro.

Um ponto positivo, além do enredo principal, é o elenco multicultural. É interessante ver pessoas coreanas interpretando personagens coreanos. Geralmente Hollywood não possuí este cuidado, tanto que em muitas produções, brasileiros são interpretados por mexicanos ou portugueses. Existem pessoas talentosas em toda parte, é bom ver uma grande produção destacando isso.

Polêmica vs Mensagem: Mas o que realmente chama a atenção é a crítica escancarada à indústria alimentícia. Na primeira parte temos uma trama que lembra Dumbo e Meu amigo Totoro (animação favorita dessa jornalista), mas o enredo nos leva a enxergar os lados sombrios da cadeia produtiva, mostrando imagens extremamente chocantes.

A dupla principal impressiona e emociona, porém os personagens secundários são todos extremamente caricatos e, de certa maneira estúpidos, o que acaba acentuando o tom de conto infantil. Mas é difícil classificar esta obra. Não é um filme para crianças, mas também não é uma trama adulta. Talvez o maior mérito do diretor seja a criação de uma mensagem universal, multicultural e que emociona, fazendo questionar nossos hábitos de consumo.

Mais uma obra Netflix que cria polêmica, mas que entrega um bom filme com competência.

Ana Paula Marques

Triângulo Notícias

29/06/2017

- Continua depois da publicidade -

QUAL SUA OPINIÃO ? COMENTE!

Os comentários não refletem a opinião do portal. Não nos responsabilizamos por eles e em caso de descontentamento use a opção “Denunciar ao Facebook”. Você está sujeito aos nossos Termos de Uso.

NOTÍCIAS RELACIONADAS

- Continua depois da publicidade -